O desempenho do mercado de trabalho mineiro em maio reafirma uma tendência sólida e estratégica: o protagonismo do setor terciário — especialmente comércio e serviços — na geração de empregos em Minas Gerais. Com 65,9% das contratações no mês, esse setor reafirma sua condição de principal empregador do estado, sustentado especialmente pela força das microempresas.
Segundo análise da Fecomércio MG com base nos dados do Caged, o saldo positivo nas admissões é expressivo: o comércio teve 3.141 vagas a mais que as demissões, enquanto os serviços avançaram com um saldo de 5.248 postos de trabalho. Juntos, representam mais de 8 mil novas oportunidades formais no estado. E o dado que mais impressiona: 93% dessas vagas foram geradas por microempresas — um número que reforça o papel decisivo dos pequenos negócios na economia estadual.
Com um estoque de mais de 3,3 milhões de empregos formais, o setor terciário sustenta seis em cada dez vínculos de trabalho em Minas. Somente o comércio mantém mais de 1 milhão de trabalhadores empregados com carteira assinada, enquanto os serviços superam os 2,2 milhões.
O resultado é particularmente importante no momento em que o país busca consolidar a recuperação do emprego e estimular o empreendedorismo. As microempresas têm sido motores silenciosos de crescimento, inovação e geração de renda — muitas vezes com poucos recursos, mas com alto impacto social e econômico.
Diante disso, é essencial que as políticas públicas continuem a apoiar o ambiente de negócios para os pequenos empreendedores, garantindo crédito acessível, simplificação tributária e qualificação de mão de obra. Fortalecer o setor terciário é fortalecer a base do desenvolvimento sustentável em Minas Gerais.