Poços de Caldas, MG – A Comissão de Intervenção da Fundação Jardim Botânico de Poços de Caldas realizou, na última semana, uma série de visitas institucionais a importantes equipamentos ambientais do estado de São Paulo. A comitiva, composta pelo secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade e presidente da comissão, Stefano Zincone, pela diretora do Departamento de Meio Ambiente, Isis Alves, e pela procuradora da Secretaria de Governo, Weruska Melo, conheceu de perto o funcionamento de instituições de referência: o Grupo Reserva Paulista, na capital; a Fundação José Pedro de Oliveira – Mata de Santa Genebra, em Campinas; e o Jardim Botânico de Jundiaí.
As visitas integram o plano de trabalho da comissão, cujo objetivo é identificar boas práticas e modelos eficientes de gestão, conservação e educação ambiental, capazes de orientar o processo de modernização e reestruturação do Jardim Botânico de Poços de Caldas.
Em São Paulo, o grupo conheceu o Grupo Reserva Paulista, que reúne o Zoológico, o Aqua Zoo, o Jardim Botânico, o Mundo Dino e o Simba Safari. O espaço é administrado por meio de um modelo de concessão pública, no qual a iniciativa privada assume a responsabilidade pela manutenção e ampliação das áreas, mediante contrapartidas socioambientais.
Durante a visita, os representantes de Poços de Caldas observaram resultados positivos desse formato, que proporcionou modernização da infraestrutura, diversidade de atrativos, melhorias em acessibilidade e sustentabilidade financeira. Segundo o secretário Stefano Zincone, o modelo se mostrou inspirador. “As visitas são fundamentais para podermos buscar ideias e trazer as melhores soluções para Poços de Caldas. Cada experiência oferece aprendizados que nos ajudam a construir um projeto sólido, sustentável e adaptado à nossa realidade”, destacou.
Na Fundação José Pedro de Oliveira – Mata de Santa Genebra, em Campinas, a comitiva conheceu uma autarquia municipal vinculada ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O local se destaca pela gestão autárquica, que garante autonomia administrativa e financeira, e por suas práticas de conservação e educação ambiental.
Foram visitados o borboletário, meliponário e viveiro de mudas nativas, espaços que unem pesquisa, preservação e atividades educativas. O grupo observou a importância da integração entre conservação ambiental e educação pública, pilares que também devem nortear o futuro do Jardim Botânico de Poços de Caldas.
A visita ao Jardim Botânico de Jundiaí permitiu conhecer um modelo de gestão vinculado à administração direta da prefeitura local. O espaço, subordinado à Secretaria Municipal de Serviços Públicos, enfrenta desafios pela falta de autonomia financeira e administrativa, limitando investimentos e novos projetos.
Mesmo com restrições, a equipe técnica local mantém um importante programa de educação ambiental e espaços de conservação de espécies raras, como orquídeas e bromélias. O caso de Jundiaí serviu como contraponto prático, evidenciando a importância de buscar modelos que assegurem maior autonomia e sustentabilidade institucional.
Com base nas visitas, a Comissão de Intervenção irá consolidar um relatório técnico com propostas e diretrizes para a reorganização do Jardim Botânico de Poços de Caldas, contemplando aspectos de governança, infraestrutura, educação ambiental e sustentabilidade.
“Nosso objetivo é transformar o Jardim Botânico em um espaço de referência em conservação e educação ambiental, aberto à pesquisa, à visitação responsável e ao envolvimento da comunidade. Cada modelo que visitamos trouxe lições valiosas, e estamos construindo um caminho sólido para o futuro do nosso Jardim”, concluiu Stefano Zincone.