O diretor de Trânsito da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Mobilidade Urbana, Douglas Reis Moreira, detalhou nesta terça-feira (18) importantes mudanças previstas para o sistema viário do Centro de Poços de Caldas. As informações foram reveladas durante entrevista concedida ao apresentador Silas Lafaiete, no programa Café Interativo, exibido pela Sulminas TV.
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Mudanças
A Prefeitura estuda criar um binário entre a Rua Junqueiras (bairro – centro) e a Av. Francisco Salles (centro – bairro), com três faixas contínuas na Junqueiras e retorno ampliado pelo Parque José Affonso Junqueira. Com o novo modelo, os semáforos deixariam de controlar veículos e passariam a operar apenas para travessia de pedestres, melhorando a fluidez.
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IA aprova
Simulação com software de inteligência artificial mostrou redução de até um minuto no tempo de permanência no trecho, mesmo com trajeto um pouco maior. O piloto deve ocorrer entre o fim de 2025 e início de 2026. A mudança será reversível caso não apresente bons resultados.
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Ajustes na
Rio de Janeiro
Estacionamento em 45° deve ser removido e substituído por vagas paralelas, permitindo duas faixas de circulação. A área dos táxis pode ganhar uma faixa extra para melhorar o escoamento do tráfego.
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Ônibus de turismo
Douglas reforçou que ônibus não podem estacionar no Centro e devem usar áreas autorizadas como o Ronaldão. Fiscalização será intensificada.
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Transporte público
Ampliação da adesão ao ônibus integra o plano, com ajustes de horários e subsídio tarifário previsto em projeto enviado à Câmara.
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Terras raras
Poços de Caldas vai receber um centro dedicado à pesquisa de rejeitos de mineração de terras raras e de agrotóxicos, coordenado pela Unifal-MG. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação destinou R$ 11 milhões ao projeto — o maior aporte federal já recebido pela universidade. O Centro Multiusuário de Ciências e Tecnologias Aplicadas à Mitigação de Estresse Ambiental vai desenvolver soluções para reduzir impactos ambientais e criar produtos úteis à agricultura.
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Agrotóxicos
Pesquisas vão permitir transformar resíduos de biodegradação de pesticidas em condicionadores de solo mais sustentáveis. O projeto busca gerar novas moléculas a partir desses rejeitos, com potencial para funcionarem como bioestimulantes ou condicionadores de solo. O centro também fará estudos sobre toxicidade e destinação correta dos rejeitos, um desafio nacional.