Poços de Caldas (MG) – Morreu às 5h03 da manhã desta sexta-feira (21) a jovem Dayanne Raphaella de Souza, de 23 anos, que estava internada desde o dia 2 de novembro, após ser baleada na cabeça dentro de uma residência na Rua João de Almeida Prata, em Poços de Caldas. O principal suspeito do crime é o companheiro da vítima, Bruno Gomes Negrão, que segue foragido desde o dia do ocorrido.
O crime
O caso mobilizou diversas equipes da Polícia Militar e do SAMU após uma denúncia anônima via 190 relatando barulho semelhante a disparo de arma de fogo na residência do casal. Ao chegarem ao local, militares do Tático Móvel 36272 encontraram portão e porta abertos. Durante a varredura, Dayanne foi localizada caída de bruços na sala, inconsciente e com ferimento grave na região da cabeça.
O SAMU prestou socorro imediato e encaminhou a jovem em estado crítico para a Santa Casa, onde exames constataram que o projétil estava alojado no crânio, possivelmente disparado à queima-roupa. Desde então, ela permanecia internada, mas não resistiu.
Histórico de agressões e fuga do suspeito
A Perícia Técnica esteve no imóvel e realizou os levantamentos. No sistema REDS, a PM constatou que Dayanne havia registrado ocorrências anteriores contra o companheiro. Testemunhas informaram que o casal vivia em meio a constantes discussões e que Bruno utilizava tornozeleira eletrônica.
A Polícia Penal verificou o monitoramento e encontrou a tornozeleira rompida e jogada dentro de uma caçamba na Rua Marechal Deodoro. Durante as buscas, o COPOM recebeu a ligação de um transeunte relatando ter visto um homem magro, de moletom cinza e touca, caminhando pela mesma rua e dizendo ter “matado alguém”. O suspeito, porém, não foi encontrado.
Imagens de câmeras de segurança registraram Bruno fugindo a pé logo após o disparo, vestindo jaqueta cinza com listra branca e calça jeans.
A arma do crime não foi localizada.
As guarnições da Polícia Militar seguem em rastreio ininterrupto para localizar e prender o suspeito. O caso será investigado pela Polícia Civil como feminicídio, crime que já havia sido indicado durante o atendimento da ocorrência devido ao histórico de violência doméstica.