Poços de Caldas (MG) – Com a chegada do verão, os hospitais registram um crescimento significativo nos atendimentos relacionados a intoxicações causadas por animais peçonhentos.
O aumento está diretamente ligado a fatores típicos desta época do ano, como as chuvas intensas e as altas temperaturas, que alteram os abrigos naturais desses animais e os levam a sair em busca de locais mais seguros. Além disso, muitas espécies apresentam maior atividade neste período. O maior fluxo de pessoas em áreas verdes durante as férias também contribui para a elevação no número de ocorrências.
De acordo com o coordenador do Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Minas Gerais (CIATox-MG), Adebal de Andrade Filho, em caso de acidente as primeiras medidas são manter a vítima calma e lavar o local atingido com água e sabão.
Ele alerta que não se deve fazer torniquete, furar, espremer ou sugar a região afetada, nem oferecer qualquer tipo de alimento ou bebida à vítima.
Na sequência, sempre com segurança e mantendo distância, recomenda-se tentar fotografar o animal de diferentes ângulos — cabeça, cauda, dorso e região ventral, se possível. As imagens auxiliam na identificação correta pela equipe de saúde, permitindo um tratamento mais rápido e adequado.
“Não se deve acuar nem tentar capturar o animal. Caso ele represente risco ou esteja em ambiente doméstico, deve-se avaliar a necessidade de acionar o Corpo de Bombeiros Militar para a captura. A orientação é nunca se expor a riscos, especialmente em situações envolvendo enxames de abelhas ou serpentes, que são ágeis e podem provocar novos acidentes quando manipulados ou perturbados”, explica Adebal.
Após o atendimento inicial, a vítima deve ser encaminhada rapidamente à unidade de saúde mais próxima. No hospital, os profissionais poderão identificar se o animal é peçonhento, iniciar o tratamento e, se necessário, realizar o encaminhamento para uma unidade de maior complexidade.