Poços de Caldas (MG) – O Sesi foi palco nesta terça-feira, 24, do evento Café com RH, que reuniu lideranças empresariais, gestores de Recursos Humanos e representantes da indústria regional para discutir os rumos do mercado de trabalho e os novos modelos de gestão de pessoas.
O CEO e fundador da EDC Group, Daniel Machado de Campos Neto ministrou palestra sobre Liderança Conectora e Trabalho Assíncrono, temas que estão no centro das transformações organizacionais pós-pandemia.
O evento contou com a participação de líderes de RH, gestores de departamento e empresários da região. O convite foi direcionado a membros do setor industrial ligado ao Sesi e a empresários convidados pela organização do Café com RH.
Transformar vidas por meio do emprego
Multinacional focada em consultoria de RH e outsourcing especializado, a EDC Group atua com recrutamento e seleção — o chamado hunting — além da terceirização de mão de obra para grandes empresas em todo o país.
Segundo Daniel, a essência da companhia é clara: “Nosso objetivo é transformar a vida das pessoas através do emprego. O nosso dia a dia é selecionar bons profissionais e conectá-los às grandes empresas.”
A empresa atende clientes em todo o Brasil e, dentro de sua estratégia para os próximos quatro anos, pretende expandir sua presença para cidades fora dos grandes centros.
Estratégia de interiorização
Com sede em São Paulo, a EDC Group definiu como prioridade a regionalização das operações, levando filiais para cidades estratégicas do interior. “Poços de Caldas e Pouso Alegre fazem parte da nossa estratégia. O Sul de Minas tem indústria, tem emprego, e onde há desenvolvimento econômico existe a necessidade de um RH cada vez mais profissional”, destacou o executivo.
A proposta é fortalecer o ecossistema empresarial regional, contribuindo para a profissionalização da gestão de pessoas e apoiando o crescimento das indústrias locais.
Trabalho remoto, presencial e o equilíbrio possível
Durante a palestra, Daniel abordou um dos temas mais debatidos no mundo corporativo atual: o modelo ideal de trabalho.
A pandemia acelerou a adoção do home office, modelo que, segundo ele, ainda é amplamente preferido pelos profissionais pela flexibilidade que proporciona. Já do ponto de vista das empresas, o cenário é mais dividido. “Se perguntarmos aos profissionais, a maioria prefere o home office. Para as empresas, o jogo está dividido. Muitas estão retornando ao presencial, enquanto outras mantêm o modelo remoto.”
Para o executivo, o caminho mais provável é o equilíbrio — o chamado trabalho híbrido. “Ir dois ou três dias por semana à empresa e ter um ou dois dias de flexibilidade pode ser a solução. Mas não existe fórmula secreta. Existe o que funciona para a cultura de cada empresa.”
O conceito de trabalho assíncrono, também apresentado no evento, propõe uma dinâmica menos dependente de horários fixos e mais focada em entregas e resultados, ampliando a autonomia e a responsabilidade dos profissionais.
Liderança Conectora
Outro ponto central da palestra foi a chamada Liderança Conectora, modelo que valoriza a capacidade do líder de integrar pessoas, alinhar expectativas e fortalecer a comunicação em ambientes híbridos ou remotos.
A proposta vai além da gestão tradicional, buscando criar conexões genuínas entre equipes, independentemente do formato de trabalho adotado.
PAULO VITOR DE CAMPOS
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