Poços de Caldas, MG – O mês de fevereiro é marcado pela campanha Fevereiro Roxo, iniciativa que busca conscientizar a população sobre as doenças raras e a importância do diagnóstico correto e do tratamento adequado. A mobilização dá destaque especialmente a três condições incuráveis: o Lúpus, a Fibromialgia e o Alzheimer.
Para marcar a data, servidores municipais, secretários, colaboradores e convidados se reuniram na tarde desta quinta-feira (26), na entrada do Centro Administrativo, na zona oeste da cidade, para uma foto oficial vestindo roupas na cor roxa, símbolo da campanha.
A ação foi promovida pela Secretaria Municipal de Assistência Social em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde. “O objetivo é sensibilizar a comunidade para o tema, fortalecendo a conscientização sobre as doenças raras”, destacou a secretária municipal de Assistência Social, Marcela Carvalho.
Embora sejam doenças distintas, elas têm em comum o fato de ainda não possuírem cura. No entanto, o diagnóstico precoce é fundamental para o controle dos sintomas e para a manutenção da qualidade de vida dos pacientes.
O Alzheimer compromete progressivamente a capacidade cognitiva, afetando memória e comportamento, em razão do acúmulo da proteína beta-amiloide no cérebro. A doença atinge principalmente idosos e pode ser confundida com alterações típicas do envelhecimento, o que dificulta sua identificação inicial.
O Lúpus é uma doença inflamatória autoimune que pode atingir diferentes órgãos e tecidos, como pele, articulações, rins e cérebro. Nesses casos, o sistema imunológico passa a atacar o próprio organismo, provocando inflamações e outros sintomas variados.
Já a fibromialgia é uma condição reumatológica que afeta cerca de 3% da população brasileira, sobretudo mulheres. Caracteriza-se por dor muscular crônica e generalizada, além de sintomas como fadiga, distúrbios do sono, alterações de memória e de humor. Apesar de não ter cura, o tratamento pode contribuir significativamente para o controle dos sintomas.
Em 2025, foi sancionada a Lei 15.176, que garante direitos às pessoas com fibromialgia e doenças correlatas. A legislação prevê a possibilidade de equiparação da pessoa com fibromialgia à pessoa com deficiência, mediante avaliação biopsicossocial realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar, conforme critérios estabelecidos no Estatuto da Pessoa com Deficiência, segundo informações da Agência Senado.
aaO Fevereiro Roxo reforça a importância do diagnóstico adequado, do acompanhamento médico e da adoção de hábitos saudáveis, incentivando a disseminação de informações e o olhar atento ao bem-estar. A campanha também destaca que o tratamento deve ser encarado como parte de uma nova rotina, essencial para promover mais qualidade de vida aos pacientes.