Poços de Caldas, MG – A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), por meio da Delegacia Regional de Poços de Caldas, participou da deflagração da Operação Fronteira Segura, realizada em conjunto com a Polícia Civil do Estado de São Paulo e a Polícia Militar de Minas Gerais. A ação teve como objetivo cumprir mandados de busca e apreensão para fins de internação provisória de adolescentes investigados por atos infracionais análogos ao crime de roubo.
De acordo com as investigações, os adolescentes são suspeitos de participação no roubo de um veículo pertencente a um casal no município de Divinolândia (SP). Conforme apurado pelas forças de segurança, quatro menores, armados com arma de fogo, abordaram as vítimas e subtraíram o automóvel mediante grave ameaça e violência.
Durante a ação criminosa, um dos investigados chegou a agredir uma das vítimas com golpes desferidos utilizando a própria arma de fogo, aumentando a gravidade da ocorrência.
As apurações também revelaram que os adolescentes já haviam sido apreendidos anteriormente em flagrante por ato infracional após praticarem um roubo em Poços de Caldas. Na sequência, segundo a investigação, eles teriam seguido para Divinolândia, onde praticaram um novo roubo.
Na ocasião, os suspeitos foram interceptados quando retornavam para Poços de Caldas, sendo apreendidos pelas forças de segurança. Posteriormente, foram internados por determinação da Justiça da Infância e Juventude em razão dos atos infracionais cometidos em Minas Gerais. Após o cumprimento da medida socioeducativa, acabaram liberados do sistema socioeducativo. A Operação Fronteira Segura mobilizou policiais civis das Delegacias de Divinolândia e São Sebastião da Grama, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São João da Boa Vista, da Polícia Civil de Poços de Caldas e policiais militares do município mineiro.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça da Comarca de São Sebastião da Grama, referentes especificamente ao ato infracional praticado em Divinolândia. As decisões judiciais determinaram a internação provisória dos adolescentes pelo prazo de até 45 dias.
Após a realização dos procedimentos de polícia judiciária, os menores foram encaminhados para a Casa Cândido Portinari, em Ribeirão Preto (SP), onde permanecerão internados provisoriamente à disposição da Justiça.