Poços de Caldas, MG – O Sindicomércio de Poços de Caldas divulgou um informativo sobre o andamento das negociações da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2026, afirmando que os trabalhadores do comércio já poderiam estar recebendo o reajuste salarial e a atualização de benefícios, mas que a conclusão do acordo estaria sendo impedida pelo Sindicato dos Empregados.
Segundo a entidade patronal, as negociações estão em andamento desde janeiro e têm como objetivo construir um consenso entre empresas e trabalhadores. No entanto, o Sindicomércio informa que, apesar das propostas apresentadas, ainda não houve acordo entre as partes.
De acordo com o comunicado, a reivindicação do sindicato laboral seria de um reajuste equivalente a 53,8% acima da inflação, percentual considerado inviável pelo setor patronal. Em contrapartida, o Sindicomércio afirma ter apresentado uma proposta de reajuste de 6,79% para o piso salarial, índice que, segundo a entidade, representa um percentual 74% superior ao INPC da data-base.
Para os demais salários, a proposta prevê reajuste inicial de 3,90%, com complementação para 4,68% a partir de agosto, além da manutenção dos direitos e benefícios previstos na atual Convenção Coletiva.
Ainda conforme o informativo, enquanto não houver assinatura da Convenção Coletiva, os trabalhadores permanecem sem receber os novos índices de reajuste salarial e demais benefícios negociados.
Mediação
O Sindicomércio também abordou a mediação solicitada junto ao Ministério do Trabalho. A entidade esclarece que o pedido de mediação foi apresentado tanto pelo Sindicato dos Empregados quanto pelo Sindicato Patronal.
Segundo o comunicado, a mediação é apenas uma etapa do processo de negociação e não representa a celebração de um acordo, nem autoriza o pagamento imediato dos reajustes. A entidade ressalta que os novos salários somente poderão ser pagos após a assinatura da Convenção Coletiva.
Ao final da nota, o Sindicomércio afirma permanecer aberto ao diálogo e manifesta expectativa de que as negociações avancem para a conclusão do acordo, destacando que os comerciários são os principais prejudicados pela demora na definição da convenção.