Os sucessivos furtos de cabos registrados em praças da região central de Poços de Caldas revelam uma situação grave, que ultrapassa os danos materiais. Nas últimas duas semanas, aproximadamente 236 postes foram afetados e cerca de 10 mil metros de cabos retirados, segundo levantamento da DME Energética.
As ações atingiram diversas praças, áreas próximas a prédios públicos, um campo de futebol e quadras esportivas. Ao comprometer a iluminação desses espaços, os criminosos também prejudicam a segurança da população, dificultam a prática de atividades esportivas e afastam famílias de locais destinados à convivência comunitária.
O prejuízo acaba sendo pago por toda a sociedade. Recursos que poderiam ser investidos na ampliação e melhoria dos serviços públicos precisam ser destinados à reposição de cabos e à recuperação das estruturas danificadas. Além disso, o trabalho das equipes responsáveis pela manutenção é desviado para reparar aquilo que foi deliberadamente destruído ou furtado.
O combate a esse tipo de crime exige fiscalização mais intensa e investigação rigorosa, mas não pode se limitar à prisão de quem retira os cabos. É indispensável identificar e responsabilizar também os receptadores e estabelecimentos que compram materiais de origem criminosa. Sem mercado para a revenda, o furto perde parte de seu estímulo econômico.
A colaboração da comunidade também é fundamental. Movimentações suspeitas em praças, parques e áreas esportivas devem ser imediatamente comunicadas às autoridades. Preservar o patrimônio público é uma responsabilidade coletiva. Quando uma praça fica no escuro, não é apenas a rede elétrica que sofre: toda a cidade perde segurança, recursos e qualidade de vida.