Poços de Caldas, MG – A Câmara Municipal de Poços de Caldas realizou, na última segunda-feira, 17, a cerimônia de lançamento de mais uma edição do Parlamento Mulher. Ao longo dos próximos meses, o projeto promoverá debates sobre temas ligados à realidade feminina, fortalecendo a formação cidadã e incentivando a participação das mulheres nos espaços de decisão. Em 2026, a iniciativa conta com o apoio da PUC Minas, responsável pela elaboração do texto-base das discussões em parceria com professores e estudantes da universidade.
Participaram da abertura o presidente da Câmara Municipal, vereador Douglas Dofu (UNIÃO), a diretora da Escola do Legislativo, Taís Ferreira, a vereadora Pastora Mel (UNIÃO), o vereador Tiago Braz (REDE), presidente do Conselho da Escola do Legislativo, a secretária municipal de Assistência Social, Marcela Brito de Carvalho Messias, a representante da PUC Minas Poços de Caldas, Angela Borges de Carvalho, e a presidente interina do Conselho Municipal da Mulher, Maria Cláudia D’Arcádia.
A temática principal da edição de 2026 é “Os diferentes olhares para a Saúde da Mulher”, com debates sobre autocuidado, valorização da saúde feminina nos dias atuais, saúde mental, atuação da mulher contemporânea e processo de maternagem. Criado por meio da Resolução nº 885/2022, o Parlamento Mulher tem como objetivo fomentar o protagonismo feminino na política e na sociedade. Ao final das atividades, as participantes poderão elaborar sugestões que serão encaminhadas para análise da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara Municipal, contribuindo para o debate e a construção de políticas públicas.
A programação de abertura contou com a palestra da professora Patrícia Angélica de Oliveira Pezzan, fisioterapeuta, pesquisadora da PUC Minas Poços de Caldas, mestre pela Universidade de São Paulo (USP) e especialista em fisioterapia uroginecológica. Durante sua apresentação, a palestrante destacou a importância de compreender as necessidades da mulher ao longo da vida, considerando aspectos físicos, hormonais, emocionais e sociais. “Cada momento é uma fase e cada fase da vida da mulher, desde a adolescência até o envelhecimento, necessita de coisas diferentes justamente por tantas mudanças que ela passa do ponto de vista físico, hormonal, emocional e social”, afirmou.
Ao abordar a temática central do projeto, Patrícia ressaltou ainda que a promoção da equidade passa necessariamente pela escuta das mulheres e pelo reconhecimento de suas experiências. “Acho que um grande papel que a gente tem com um grupo como esse e com a criação do Parlamento é primeiro olhar para a mulher em todos os momentos da sua vida, dar voz às suas experiências, porque somente ouvindo a mulher, trazendo ela literalmente para o papel principal, é que vamos conseguir enxergar o que cada grupo de mulheres precisa e assim montar ações para essas mulheres”, destacou.
A vereadora Pastora Mel destacou que os conhecimentos compartilhados ao longo dos encontros podem contribuir diretamente para a construção de propostas voltadas à população feminina. “Através desses conhecimentos, nós também conseguimos ter políticas públicas voltadas para as mulheres, que aqui vão aprender sobre esse ambiente da mulher e a saúde. E elas também vão poder gerar políticas públicas, gerando um norte para nós, vereadores, podermos apoiar as mulheres de Poços de Caldas da melhor maneira”, afirmou.
Participante pelo segundo ano consecutivo, a advogada Kelly Aparecida Ferraz de Melo Tassi ressaltou que o projeto representa uma oportunidade de ampliar a presença feminina nos espaços de discussão e decisão. “O que me trouxe foi essa busca da identidade da mulher dentro desse projeto que a Câmara tem feito ao longo desse período. O que mais me chama atenção é esse olhar de trazer a mulher para dentro desse espaço público e desse espaço legislativo”, comentou.
Kelly também destacou a relevância do tema escolhido para a edição deste ano, que propõe uma análise abrangente da saúde feminina. Para a participante, discutir o assunto exige considerar as diferentes fases da vida e as múltiplas experiências vividas pelas mulheres. “Quando a gente fala em saúde da mulher, a gente tem que olhar a mulher com uma amplitude”, concluiu.