Poços de Caldas, MG – Centenas de pessoas participaram, nesta terça-feira (27), do Seminário da Luta Antimanicomial, realizado no auditório do Centro Administrativo. O evento contou com a presença de profissionais da saúde, gestores públicos, assistentes sociais, estudantes, usuários dos serviços de saúde mental e representantes de movimentos sociais e da sociedade civil.
O seminário teve como objetivo reforçar os princípios da Luta Antimanicomial, movimento iniciado nos anos 1980 que defende um modelo de atenção psicossocial pautado no cuidado em liberdade, inclusão social e respeito aos direitos humanos. A realização faz referência ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial, celebrado em 18 de maio.
As discussões abordaram os avanços e desafios da Política Nacional de Saúde Mental, com destaque para a Portaria nº 3.088/2011, que criou a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). A normativa substituiu o modelo hospitalocêntrico por uma rede de serviços comunitários, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), unidades de acolhimento, SAMU, UPAs e a Atenção Primária à Saúde.
Na abertura, o secretário municipal de Saúde, Luis Augusto de Faria Cardoso, destacou a importância do movimento. “A Luta Antimanicomial é essencial para garantir os direitos humanos das pessoas com sofrimento psíquico e promover uma assistência mais humanizada. A troca de experiências e saberes é fundamental para o fortalecimento de uma rede de cuidados integrada e eficaz”, afirmou. A palestra principal ficou por conta da especialista em RAPS, Dra. Maira Aluchan, que celebrou a participação expressiva do público. “A Luta Antimanicomial é um processo contínuo e desafiador, que exige o envolvimento de todos — profissionais, gestores, usuários e familiares”, destacou.
O evento também contou com uma mesa-redonda sobre a conformação da RAPS em Poços de Caldas, com a presença de profissionais de destaque na área da saúde mental.