Minas Gerais continua mostrando força e resiliência em sua economia. O primeiro semestre de 2025 terminou com a marca impressionante de 58.399 novos empreendimentos abertos no estado, segundo dados da Junta Comercial (Jucemg). Esse número representa um crescimento de 21,3% em relação ao mesmo período de 2024, ou seja, 10 mil empresas a mais. Um salto que merece ser destacado não apenas pelo volume, mas pela consistência e abrangência.
Todas as regiões mineiras apresentaram saldo positivo, com destaque para os Vales do Jequitinhonha e Mucuri, que avançaram 33,68% no comparativo anual, demonstrando que o dinamismo não se limita aos grandes centros, mas alcança também áreas tradicionalmente menos industrializadas. Isso reforça o potencial da interiorização do desenvolvimento econômico, com mais inclusão regional e oportunidades de renda.
O setor de serviços, como era esperado em um cenário de economia pós-pandemia e transformação digital, lidera com 43.336 registros e alta de 24,39%. O comércio também mostra vigor, com crescimento de 13,28% (12.383 empresas abertas), enquanto a indústria, mesmo sendo o setor com menor volume, demonstra reação importante, com alta de 12,28% (2.679 registros).
Esse desempenho revela um ambiente estadual cada vez mais favorável ao empreendedorismo. Medidas como desburocratização, digitalização de processos, incentivos à inovação e apoio à formalização têm surtido efeito. O dado de junho, com 8.613 novos registros, também reforça essa tendência de crescimento contínuo, mesmo diante de um cenário macroeconômico nacional ainda desafiador.
Minas avança, portanto, não apenas em números, mas em confiança. O empreendedor mineiro acredita em seu território, aposta no próprio negócio e movimenta a economia local. Para manter essa curva ascendente, o desafio agora é garantir ambiente regulatório estável, acesso ao crédito e capacitação para pequenos negócios, sobretudo nas regiões que mais precisam. O futuro da economia mineira passa, sem dúvida, pela força das suas empresas.