O Brasil encerrou o ciclo de 2024 com 59,2% das crianças da rede pública alfabetizadas até o final do 2º ano do ensino fundamental, segundo os critérios do padrão nacional de alfabetização. Embora o dado represente avanço em relação a anos anteriores e sinalize um esforço significativo de estados e municípios, o país não alcançou a meta de 60% estabelecida pelo Compromisso Nacional Criança Alfabetizada.
O resultado, divulgado nesta sexta-feira (11) pelo Ministério da Educação, foi construído a partir de avaliações aplicadas entre outubro e novembro do ano passado. Entre os 5.312 municípios com resultados comparáveis entre 2023 e 2024, mais da metade (58%) conseguiu elevar o percentual de crianças alfabetizadas, e 53% atingiram ou superaram a meta.
Destaque positivo para Minas Gerais, que alcançou 72,1% de crianças alfabetizadas nessa etapa — desempenho que coloca o estado acima da média nacional.
Apesar da frustração por ter ficado ligeiramente abaixo da meta nacional, é preciso reconhecer que o índice de 59,2% representa uma retomada importante, após os retrocessos causados pela pandemia da Covid-19, que agravaram a defasagem na aprendizagem de milhões de estudantes.
O desafio à frente não é apenas estatístico. Trata-se de garantir o direito fundamental à leitura e à escrita no tempo certo, assegurando condições adequadas de trabalho para os professores, formação continuada, materiais de qualidade, acompanhamento pedagógico e envolvimento das famílias. A alfabetização não se resume a decodificar letras, mas é base para toda a trajetória educacional e cidadã.