Guaxupé, MG – A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (18), a segunda fase da Operação “Fraternos”, com foco no combate a crimes patrimoniais cometidos no meio rural. A ação é fruto de investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Rurais de Guaxupé e contou com o apoio de equipes das delegacias regionais de Passos e Alpinópolis.
Ao todo, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva – um em Alpinópolis e dois em Bom Jesus da Penha –, além de três mandados de busca e apreensão nas cidades citadas e na zona rural de Carmo do Rio Claro.
A operação teve início em dezembro do ano passado, com a prisão de quatro pessoas envolvidas no furto de três tratores e implementos agrícolas, avaliados em cerca de R$ 500 mil, na região de Alpinópolis e Nova Resende. Na fase atual, os policiais identificaram e prenderam os demais integrantes do esquema criminoso, responsáveis pela lavagem de dinheiro, adulteração e revenda dos maquinários furtados.
Segundo a PCMG, os suspeitos utilizavam uma empresa de fachada do ramo de roupas, registrada em nome de uma das envolvidas, como braço financeiro do grupo. O estabelecimento era usado para movimentar recursos ilícitos e efetuar pagamentos aos responsáveis pelos crimes de furto, roubo, receptação e adulteração de sinais identificadores de veículos automotores.
Durante as diligências, duas caminhonetes foram apreendidas com os investigados. Os presos são uma mulher de 38 anos (empreendedora), um homem de 40 anos (consultor tributário) e outro de 27 anos (produtor rural). Conforme a investigação, todos são parentes entre si, o que motivou o nome da operação.
O delegado Manoel Nora, responsável pelo inquérito, destacou que a prisão de receptadores e revendedores desarticula a cadeia do crime: “Quando os receptadores caem, o mercado criminoso se enfraquece. Isso gera um efeito direto na prevenção de novos furtos na zona rural.”
Já o chefe do 18º Departamento da PCMG, delegado-geral Marcos Pimenta, ressaltou a importância da apuração financeira: “A loja usada pelo grupo era o elo para pagamentos e repasses entre os criminosos. Era um sistema bem estruturado que agora foi desmontado.”