08:33 - Sábado, 19 de Setembro de 2026

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Foto: GPT

Sinistro

Data da Publicação:

22/09/2025

A pesquisa divulgada pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) lança um alerta contundente sobre a dimensão dos sinistros de trânsito envolvendo motocicletas no Brasil. Um terço das vítimas atendidas em serviços de ortopedia e traumatologia passa a conviver com sequelas permanentes. Estamos diante de uma realidade que não pode ser tratada como mera estatística: são vidas transformadas, famílias impactadas e um sistema de saúde pressionado diariamente.
Os números impressionam. Em média, 360 vítimas do trânsito chegam mensalmente aos principais serviços de ortopedia do país, o que significa mais de dez hospitalizações por dia. Dois terços são motociclistas. Entre eles, 56,7% recebem alta com pequenas sequelas, mas 33,9% carregam marcas permanentes. Além da dor crônica relatada por 82% dos pacientes, há situações irreversíveis: deformidades (69,5%), déficit motor (67,4%) e até amputações (35,8%).
Esses dados não apenas expõem a vulnerabilidade dos motociclistas, mas também colocam em evidência uma questão de saúde pública e de mobilidade urbana. O uso da motocicleta, muitas vezes associado ao trabalho e à necessidade de deslocamento rápido, vem acompanhado de riscos elevados, especialmente em um trânsito marcado pela imprudência, pela falta de fiscalização eficaz e pela ausência de políticas estruturais de segurança.
O país precisa enfrentar de forma integrada esse cenário. Mais do que campanhas pontuais de conscientização, é urgente ampliar investimentos em educação no trânsito, infraestrutura viária adequada, fiscalização rigorosa e, sobretudo, políticas públicas que incentivem meios de transporte mais seguros. Ao mesmo tempo, cabe aos motociclistas adotar práticas responsáveis, como o uso correto de equipamentos de proteção e o respeito às normas de circulação.

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