Os dados mais recentes do Núcleo de Estudos Econômicos da Fecomércio MG acendem um sinal de alerta para o turismo mineiro. O volume de atividade do setor teve queda de -0,8% em agosto, na comparação com julho, e uma desaceleração ainda mais acentuada de -7,1% em relação a agosto do ano passado.
O resultado contrasta com o cenário nacional, que segue em ritmo de crescimento, e evidencia que Minas Gerais vem perdendo fôlego em um setor essencial para sua economia, especialmente em regiões com forte vocação turística, como o Sul de Minas e o entorno da Serra da Mantiqueira.
Segundo a economista Fernanda Gonçalves, da Fecomércio MG, os números indicam uma desconexão entre o desempenho estadual e o nacional, reflexo de quedas sucessivas nas atividades de serviços. Essa estagnação se torna mais clara quando se observa a variação acumulada em 12 meses na Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE, que mostra o enfraquecimento da cadeia que envolve hospedagem, alimentação, transporte e lazer.
O turismo é um setor de base ampla, que gera empregos, movimenta pequenos negócios e impulsiona o comércio local. Em Minas, ele representa um ativo cultural e econômico de alto valor, mas que exige investimento constante em infraestrutura, promoção e políticas públicas integradas.
A reversão desse quadro depende de planejamento, modernização e da capacidade de transformar o potencial mineiro em experiências sustentáveis e competitivas. Sem isso, o estado corre o risco de ver sua vocação turística se transformar em oportunidade perdida.