Minas Gerais encerrou 2025 com um marco histórico no comércio exterior. O estado alcançou US$ 45,7 bilhões em exportações, o maior valor desde o início da série histórica, em 1997, superando todos os resultados anteriores e consolidando sua posição de destaque na economia brasileira. O crescimento de 8,6% em relação a 2024 não é apenas um número expressivo: é um indicativo claro da resiliência e da competitividade do parque produtivo mineiro diante de um cenário internacional ainda marcado por incertezas.
Responsável por 13% de todas as vendas externas do país, Minas foi o terceiro maior exportador do Brasil em 2025 e registrou superávit de US$ 27,3 bilhões na balança comercial — o segundo maior saldo nacional. Esses dados reforçam o peso estratégico do estado na geração de divisas, no equilíbrio das contas externas e na sustentação do crescimento econômico brasileiro.
O desempenho robusto não se limitou às exportações. As importações também bateram recorde, somando US$ 18,3 bilhões, com alta de 7,8% frente a 2024. O resultado revela uma economia em movimento, que importa máquinas, insumos e tecnologia para manter e ampliar sua capacidade produtiva. Com isso, o fluxo comercial total de Minas Gerais atingiu US$ 64 bilhões, outro recorde histórico e o terceiro maior do país, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).
Por trás desses números estão setores tradicionais e estratégicos, como mineração, siderurgia, agronegócio e indústria de transformação, mas também cadeias produtivas que se diversificam e agregam valor. Para regiões como o Sul de Minas e cidades como Poços de Caldas, esse cenário se traduz em oportunidades: mais investimentos, geração de empregos, fortalecimento da logística e maior integração com mercados internacionais.
O desafio, no entanto, vai além de celebrar recordes. É preciso transformar o vigor das exportações em desenvolvimento regional equilibrado, inovação tecnológica e competitividade sustentável. Investir em infraestrutura, qualificação da mão de obra e diversificação da pauta exportadora é fundamental para que Minas continue crescendo sem depender excessivamente de poucos produtos ou mercados.