A economia brasileira cresceu 2,5% em 2025, segundo o IBC-Br, indicador do Banco Central do Brasil que funciona como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado, embora positivo, revela uma desaceleração em relação a 2024, quando o avanço foi de 3,7%. Trata-se do desempenho mais fraco desde 2020, ano marcado pelos impactos severos da pandemia.
O dado serve como sinal de alerta. Crescer é fundamental, mas a qualidade e a sustentabilidade desse crescimento são ainda mais importantes.
A redução do ritmo indica que o fôlego da economia perdeu intensidade, possivelmente em função de juros ainda elevados, crédito mais restrito, consumo moderado das famílias e um cenário internacional menos favorável.
O resultado oficial do PIB será divulgado em março pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mas o IBC-Br já permite antecipar tendências. A economia brasileira não está em recessão, mas também não demonstra dinamismo suficiente para acelerar investimentos, ampliar a geração de empregos e consolidar ganhos sociais.
Para cidades como Poços de Caldas, que dependem de um conjunto diversificado de atividades — turismo, comércio, serviços, indústria e, mais recentemente, novos projetos ligados à inovação e mineração de terras raras — o cenário nacional influencia diretamente o ambiente local. Crescimento mais lento no país tende a impactar consumo, investimentos privados e repasses públicos.
O momento exige responsabilidade fiscal, estímulo à produtividade e foco em reformas estruturais que ampliem a competitividade. Mais do que números, o que está em jogo é a capacidade de transformar crescimento em desenvolvimento real, com renda, emprego e oportunidades.
A economia brasileira segue avançando, mas em ritmo mais cauteloso. O desafio agora não é apenas crescer, mas crescer melhor.