Poços de Caldas, MG – Uma criança de 11 meses foi levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Poços de Caldas após ingerir uma substância com características semelhantes à maconha. O caso ocorreu na noite de segunda-feira (10) e mobilizou a equipe médica, a Polícia Militar e o Conselho Tutelar. De acordo com o boletim de ocorrência, o episódio é tratado inicialmente como possível negligência e deverá ser apurado pelas autoridades competentes.
Segundo o registro policial, a Polícia Militar foi acionada por volta das 23h29 para comparecer à UPA. A ocorrência foi registrada como envolvendo recém-nascido/criança menor de 14 anos, tendo como causa presumida um acidente pessoal e com referência à negligência.
Conforme o histórico do boletim, a médica plantonista informou aos policiais que estava em atendimento uma criança de 11 meses que teria ingerido uma substância com características semelhantes à maconha. Diante da idade da criança e da suspeita de ingestão de entorpecente, a profissional acionou a Polícia Militar.
Cigarro teria sido deixado em cinzeiro debaixo da cama
Aos policiais, a mãe relatou que mantinha em seu quarto um cigarro contendo substância semelhante à maconha. Segundo a versão registrada no boletim, após fazer uso do cigarro, ela o colocou em um cinzeiro e deixou o recipiente debaixo da cama, acreditando que o local estaria fora do alcance da criança.
Ainda conforme o relato, a criança conseguiu alcançar o local onde estava o cinzeiro, pegou o cigarro e começou a esfarelá-lo. Em seguida, teria levado parte da substância à boca e a ingerido. Ao perceber o que havia acontecido, a mãe levou imediatamente o bebê até a UPA para avaliação médica.
A equipe médica informou à Polícia Militar que a criança estava bem e apresentava quadro estável. Mesmo assim, permaneceu na unidade sob avaliação e cuidados médicos, com a adoção das providências clínicas consideradas necessárias.
Caso será apurado
No boletim, a Polícia Militar registrou que os fatos indicam um caso de possível negligência ou violação dos deveres de cuidado, ressaltando, entretanto, que isso não significa a configuração automática de crime. Conforme o documento, naquele momento não havia indicação de uma conduta intencional de exposição da criança ao perigo, sendo o episódio inicialmente tratado como acidente doméstico decorrente de possível negligência.
A ocorrência não resultou em prisão. O registro policial aponta que foram adotadas medidas para preservar a integridade da criança, que permaneceu sob os cuidados da equipe médica.
O Conselho Tutelar também foi acionado para tomar conhecimento do episódio e avaliar a situação. O boletim ressalta que a medida não impede a adoção de outras providências de polícia judiciária consideradas cabíveis durante a apuração do caso.
O registro foi encaminhado à 1ª Delegacia de Polícia Civil de Poços de Caldas para conhecimento e providências.