Poços de Caldas, MG – Dois apaixonados por DKW percorreram mais de 2.400 quilômetros para participar da 22ª edição do Blue Cloud, maior encontro internacional de veículos DKW/Vemag da América Latina, realizado em Poços de Caldas, no Sul de Minas Gerais.
Sebastián Aste e Agustín Guixauume partiram de Concepción del Uruguay, na província de Entre Ríos, na Argentina, e enfrentaram dois dias de viagem até chegar a Poços de Caldas. A longa jornada foi realizada sem intercorrências e teve como principal objetivo prestigiar o encontro e celebrar a paixão pelos clássicos da marca.
Para Sebastián, que participa do Blue Cloud pela sexta vez, a viagem deste ano teve um significado ainda mais especial. Ele trouxe ao Brasil um Vemaguet 1964, fabricado na Argentina, preparado cuidadosamente durante meses para enfrentar a estrada.
“Esta é a primeira viagem deste meu Vemaguet 1964, fabricado na Argentina. Preparei o carro com muito cuidado durante meses, deixando o motor e a funilaria em perfeitas condições para vir ao Brasil. Desde janeiro estou dedicado a ele. Trabalhamos muito para que o carro chegasse aqui em ótimas condições e sem nenhuma intercorrência”, conta Aste.
A chegada a Poços de Caldas e, especialmente, ao Parque José Affonso Junqueira, é motivo de grande satisfação para o argentino.
“A sensação de estar mais uma vez aqui é maravilhosa. O Blue Cloud é um evento sensacional para todo o Brasil e também para muita gente na Argentina. Eu e outros ‘hermanos’ acompanhamos o encontro pelas redes sociais e ficamos esperando a data chegar. Reconhecemos que, na América Latina, é o melhor evento da marca. Primeiro, claro, vem a Alemanha, mas aqui no Brasil sinto que estou em casa”, afirma Sebastián.
Companheiro de viagem de Sebastián, Agustín Guixauume participa do Blue Cloud pela primeira vez e chegou a Poços de Caldas com grandes expectativas. Logo nos primeiros momentos na cidade, ele se mostrou encantado com a receptividade dos moradores e com os atrativos locais.
“Vi que a cidade é muito linda e que as pessoas são muito receptivas. Agradecemos imensamente à senhora Joelma e ao senhor Luciano Canuto, que nos acolheram muito bem, como se fôssemos da família”, relata.
Para Agustín, o convite de Sebastián para participar do encontro ficará marcado na memória. Proprietário de um DKW 1969, ele aproveitou a viagem também para buscar peças e acessórios que possam contribuir para a manutenção do seu veículo na Argentina.
“Foi uma viagem tranquila, tudo correu com sucesso. É uma viagem nota 10. Meu DKW 1969 está muito bem mecanicamente e tem muito potencial. Vamos aproveitar o evento em Poços para comprar pneus novos e levá-los para a nossa cidade, na Argentina”, explica.
Além de reunir centenas de colecionadores e admiradores, o Blue Cloud desempenha um papel importante na preservação da história e na valorização da marca DKW/Vemag. O encontro aproxima proprietários, colecionadores e admiradores de diferentes gerações, além de atrair participantes de outras regiões do Brasil e de países vizinhos.
A presença de visitantes internacionais, como Sebastián e Agustín, demonstra a força que a história dos veículos DKW/Vemag ainda possui e a capacidade do evento de ultrapassar fronteiras.
Com organização consolidada e uma programação diversificada, o Blue Cloud se tornou uma referência para os apaixonados por veículos históricos. O encontro proporciona não apenas a exposição dos automóveis, mas também um ambiente de confraternização, troca de experiências e preservação da memória da indústria automobilística.
Com entrada franca, a 22ª edição reúne mais de 150 DKWs em perfeito estado de conservação, vindos de diversas regiões do Brasil e também do exterior.
Além da exposição dos veículos, o público pode aproveitar uma programação que inclui gastronomia de rua, cerveja artesanal, mercado de pulgas, feira de peças, acessórios e memorabilia automotiva, além de apresentações musicais ao longo dos quatro dias de evento.
Mais do que um encontro de carros antigos, o Blue Cloud celebra uma história que continua viva pelas mãos de colecionadores e admiradores. E a viagem de mais de 2.400 quilômetros feita pelos dois argentinos é uma demonstração de que essa paixão não conhece fronteiras.
LUCIANO SANTOS
Da redação
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