Poços de Caldas, MG – O prefeito Paulo Ney de Castro Júnior afirmou que a Prefeitura de Poços de Caldas encaminhou ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) um pedido de revisão da estimativa populacional do município. Segundo ele, diferentes indicadores utilizados pela administração apontam que a população real da cidade pode ser significativamente superior ao número apresentado oficialmente. Paulo Ney ressaltou inicialmente que os dados divulgados recentemente correspondem a uma estimativa populacional e não à realização de um novo Censo Demográfico. Para o prefeito, informações disponíveis no próprio município justificam uma reavaliação. “Não é uma questão de achar. É uma questão de dados técnicos. De acordo com o próprio DMAE, considerando o consumo de água, que naturalmente mantém uma média semelhante à observada no restante do país, o cálculo de Poços de Caldas já ultrapassou 196 mil habitantes”, afirmou.
Município apresentou questionamento ao IBGE
Diante da diferença entre os números oficiais e os indicadores municipais, a Prefeitura decidiu apresentar uma manifestação ao IBGE.
Segundo Paulo Ney, o instituto abriu prazo de cinco dias para que o município apresentasse seus argumentos e informações. “Foi um questionamento que encaminhamos ao IBGE, pedindo uma revisão dos números de Poços de Caldas. Já há algum tempo estimamos que a população seja muito maior do que aquela apresentada pelo IBGE”, explicou.
Para fundamentar o pedido, a administração reuniu informações provenientes de diferentes setores. “Nós subsidiamos o IBGE com dados muito concretos da Assistência Social, dados do DMAE, dados da DME e dados de nascimento de crianças na nossa cidade. Esperamos que esse número seja revisto e atualizado o quanto antes”, disse o prefeito.
Preocupação é com os repasses ao município
Paulo Ney enfatizou que o questionamento não tem como objetivo estabelecer qualquer disputa populacional com outras cidades. Segundo ele, a principal preocupação é financeira, uma vez que determinados repasses e critérios de distribuição de recursos públicos consideram o número de habitantes. “Não é uma competição contra município nenhum, longe disso. O maior problema é a falta de repasse. O município às vezes deixa de receber alguns recursos por estar com a população subestimada”, afirmou.
Para o prefeito, caso os dados apresentados pela administração sejam reconhecidos, uma atualização poderá representar de maneira mais próxima a dimensão atual de Poços de Caldas e das demandas existentes pelos serviços públicos. “O que esperamos é que esse número seja corrigido”, concluiu Paulo Ney.