Poços de Caldas, MG – A Biblioteca Municipal Centenário presta homenagem ao jornalista e escritor Zuenir Ventura, que morreu nesta terça-feira (22), aos 95 anos. Para marcar a trajetória do autor, a biblioteca disponibiliza uma mesa temática com obras de sua autoria que integram o acervo e estão disponíveis para empréstimo.
Organizada pela bibliotecária Magaly Franco, a exposição temporária reúne títulos que apresentam diferentes momentos da produção literária e jornalística de Zuenir, entre eles 1968 – O ano que não terminou, sua obra mais conhecida. Também estão disponíveis Chico Mendes: crime e castigo, Sagrada Família, Crônicas para ler na escola, Crônicas de um fim de século, Minhas histórias dos outros, Mal secreto: Inveja e a Coleção Melhores Crônicas.
A mesa temática da Biblioteca Municipal Centenário oferece ao público a oportunidade de conhecer ou revisitar a produção de um dos nomes importantes do jornalismo e da literatura brasileira. As obras selecionadas podem ser consultadas e emprestadas pelos usuários da biblioteca, de acordo com as regras do acervo.
Mais de seis décadas dedicadas ao jornalismo – Natural de Além Paraíba, no interior de Minas Gerais, Zuenir Ventura foi pintor de parede, office-boy, jogador de basquete, arquivista e professor universitário. Na formação acadêmica, teve entre seus professores nomes como Manuel Bandeira, Alceu Amoroso Lima e Cleonice Berardinelli.
Ao longo de mais de seis décadas de atuação, Zuenir construiu uma produção marcada pela cobertura de acontecimentos políticos e pela abordagem de temas sociais relevantes para o país. O jornalista recebeu os dois principais prêmios de jornalismo do Brasil, o Prêmio Esso e o Prêmio Vladimir Herzog, tendo também vencido o Prêmio Jabuti.
Zuenir Ventura também integrou a Academia Brasileira de Letras (ABL). Ele foi eleito em 30 de outubro de 2014 para a Cadeira nº 32, na sucessão do escritor Ariano Suassuna, tornando-se o sétimo ocupante da cadeira.
Em 2008, recebeu também um troféu especial da Organização das Nações Unidas (ONU) por ter sido reconhecido entre os cinco jornalistas que mais contribuíram para a defesa dos direitos humanos no Brasil nos 30 anos anteriores.