Poços de Caldas, MG – Tem o clássico Alice no país das maravilhas e também tem Alice e as maravilhas da África. O Mágico de Oz ganhou um “glow up” e virou O Mágico de IA! Tem Sócrates e Suassuna. E Chapeuzinho em duas cores: vermelho e amarelo. Sonhos e tesouros, revoluções e emoções. Dinossauro, macaco, elefante e monstro! Tem de tudo e mais um pouco na programação da mostra artística da 35ª edição do Festival Estudantil de Teatro, o tradicional FET 2026, que acontece de 19 a 29 de outubro, no Espaço Cultural da Urca.
Com entrada gratuita, a mostra vai contar com 47 apresentações teatrais das institu ições educacionais das redes pública e particular, com peças voltadas para o público infantojuvenil, da Educação Infantil até o Ensino Médio. Produzidas e apresentadas pelos estudantes de Poços de Caldas, as peças do FET também têm como espectadores os próprios alunos, atuando ao mesmo tempo na formação de público e no incentivo às artes cênicas da cidade.
“Desde maio, as unidades educacionais vêm se preparando para a mostra artística, que é a culminância do festival, com todas as etapas de montagem dos espetáculos acontecendo nas próprias escolas. As unidades que manifestaram interesse também contam com um profissional de Artes Cênicas selecionado e disponibilizado pela Secretaria Municipal de Cultura para o desenvolvimento do trabalho”, destaca a gerente da Seção de Projetos de Educação Complementar, Laura Sangiorato.
FET
De caráter não competitivo, o Festival Estudantil de Teatro tem por objetivo incentivar o trabalho artístico e educacional, fomentar a prática teatral de forma cooperativa, incentivar o protagonismo estudantil e estimular o interesse e o entusiasmo pelas artes cênicas entre os estudantes, professores e comunidades escolares.
Desde 2010, todos os grupos participantes do FET, que já está na 35ª edição, recebem o troféu que leva o nome de um dos grandes atores de Poços de Caldas, o saudoso Luís Fernando Frizzo. Fernandinho Frizzo, como era conhecido, foi um talento ímpar muito importante para a história do teatro na cidade, que fez parte do Grupo de Teatro Alvorada, criado por Benigno Giordano Gaiga. Muito atuante nas décadas de 70, 80 e 90, como produtor, ator e diretor, Fernandinho Frizzo encenou seu último ato em 2001, quando nos deixou.