Poços de Caldas, MG – O Centro Cultural Afro-Brasileiro Chico Rei foi palco, no último dia 11 de outubro, de uma celebração especial: os 50 anos da Zazueira, a boate dançante que marcou a juventude de muitas pessoas e se tornou parte importante da história da instituição e da comunidade negra de Poços de Caldas.
O encontro reuniu antigos frequentadores, amigos e pessoas que viveram de perto essa época tão significativa. Ao som das músicas que animavam os bailes dos anos 1970, o espaço foi tomado por lembranças, abraços, sorrisos e pela alegria de reencontrar pessoas que compartilharam momentos inesquecíveis.
Mais do que um ambiente de diversão, a Zazueira representou um espaço de convivência, amizade, liberdade e pertencimento. Durante anos, a boate foi ponto de encontro de jovens que encontravam na música e na dança uma forma de celebrar a vida e fortalecer seus laços.
A iniciativa de realizar a comemoração partiu de Luís Antônio, idealizador do evento, que mobilizou antigos participantes para celebrar esse marco histórico e proporcionar o reencontro de pessoas que fizeram parte dessa trajetória.
Para Luís Antônio, a celebração representa a oportunidade de manter viva uma história que atravessou gerações.
“ZAZU 50 ANOS” foi o tema do evento. Sim, a 50 anos atrás, nos anos 70, nos divertíamos nos embalos da discoteca ZAZUEIRA no Chico Rei Clube. Pois bem, foi um momento de muitas alegrias nos revermos novamente e por entre brindes e abraços dançamos ao som de muito Soul, Samba Rock, Love songs e muito mais, que fizeram revivermos os bons tempos. E já estamos nos programando para um próximo evento e trazermos de volta a galera de Poços que curtiam conosco naquela época das Discotecas; Os embalos dos Domingos a noite. Nos aguarde!”
A presidente do Centro Cultural Afro-Brasileiro Chico Rei, Lúcia Vera, também destaca a importância de momentos como esse para a preservação da memória e o reconhecimento daqueles que ajudaram a construir a trajetória da instituição.
“Celebrar os 50 anos da Zazueira é celebrar a história do Chico Rei, das pessoas que construíram esse espaço e de todas as gerações que passaram por aqui. São memórias que não podem se perder, porque fazem parte da história da nossa comunidade negra e da própria história de Poços de Caldas. Ver essas pessoas reunidas, compartilhando lembranças e revivendo momentos tão especiais, é motivo de muita emoção e orgulho. Preservar essa memória é reconhecer o valor de quem veio antes de nós e garantir que as novas gerações conheçam e respeitem essa história.”
A comemoração também trouxe à lembrança pessoas fundamentais para a construção dessa trajetória, como o senhor Jango e dona Efigênia, sócios-fundadores do Chico Rei, representantes de uma geração que contribuiu para consolidar o espaço como referência de convivência e cultura negra na cidade.
O evento reafirmou que o Chico Rei é muito mais do que sua sede física: é um lugar de histórias, afetos, resistência e construção coletiva. Sua trajetória se mantém viva por meio das pessoas que ajudaram a escrever cada capítulo dessa caminhada. Cinquenta anos depois, a Zazueira continua dançando na memória de quem viveu essa história. E o reencontro mostrou que o tempo pode passar, mas a música, as amizades e o sentimento de pertencimento permanecem vivos. A celebração dos 50 anos da Zazueira entra, assim, para a memória afetiva do Chico Rei, reafirmando a importância de preservar e compartilhar as histórias que dão identidade à comunidade negra de Poços de Caldas.