Andradas, MG – Uma tragédia registrada na tarde de terça-feira (13) provocou a morte de uma criança de apenas 3 anos em Andradas, no Sul de Minas. A menina, identificada pelas iniciais E.R.S., foi atingida por uma empilhadeira nas dependências da fábrica de bolachas Raízes de Minas, localizada na Avenida Mário Lanzani, na Vila Caracol.
O acidente aconteceu entre 18h e 18h30, quando um dos sócios-proprietários da empresa, que também é tio da criança, realizava uma manobra com a empilhadeira para encerrar as atividades do expediente.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, a menina estava no pátio da fábrica e teria saído de trás de um porta-paletes, estrutura utilizada para armazenar e movimentar mercadorias. O equipamento impedia que o operador tivesse uma visão completa da área onde a criança se encontrava.
O homem, identificado pelas iniciais M.B.R., de 45 anos, relatou aos policiais que não percebeu a presença da sobrinha nas proximidades da máquina. Ele afirmou que somente tomou conhecimento do acidente quando ouviu o pai da menina gritar, alertando que a empilhadeira havia atingido a criança.
Imediatamente, o operador interrompeu a manobra, desceu do equipamento e prestou socorro à sobrinha, levando-a para atendimento médico na Santa Casa de Misericórdia de Andradas.
Apesar da tentativa de socorro, a menina não resistiu aos ferimentos.
Segundo o relato apresentado à Polícia Militar por C.H.M., de 38 anos, também sócio-proprietário da fábrica e familiar da vítima, ele havia deixado o estabelecimento por volta das 17h30 para cumprir um compromisso.
Por volta das 18h40, recebeu uma ligação da esposa informando que um grave acidente havia ocorrido na empresa, envolvendo M.B.R. e a criança.
Conforme as informações repassadas a ele, o operador estava manobrando a empilhadeira quando a menina, que corria pelo pátio, apareceu repentinamente de trás de um porta-paletes, fora do campo de visão do condutor.
Ao receber a notícia, C.H.M. seguiu imediatamente para a Santa Casa de Andradas. Quando chegou à unidade hospitalar, foi informado de que a criança havia falecido.
Posteriormente, ele procurou a sede da 163ª Companhia da Polícia Militar, acompanhado de outra pessoa, para comunicar oficialmente o ocorrido.
Em seu depoimento, M.B.R. confirmou que estava encerrando o expediente da fábrica quando aconteceu o acidente.
Segundo ele, a manobra era realizada entre 18h e 18h30, embora não soubesse precisar o horário exato. O empresário declarou que não havia visto a sobrinha em nenhum momento nas proximidades da empilhadeira.
M.B.R. contou que foi alertado pelo pai da menina, E.S.C., que presenciou o acidente.
Ao perceber o que havia acontecido, interrompeu imediatamente a operação da máquina e levou a criança para atendimento médico.
O empresário informou ainda que não soube identificar se a sobrinha apresentava sinais vitais durante o deslocamento até o hospital.
A mãe da criança, A.H.R.L., também estava nas dependências da fábrica no momento do acidente. Entretanto, o operador afirmou não saber se ela presenciou o ocorrido.
Hospital informou que menina chegou sem vida
A Polícia Militar entrou em contato com a Santa Casa de Misericórdia de Andradas para obter informações sobre o atendimento prestado à vítima.
Uma das médicas que participaram dos procedimentos informou que, segundo os profissionais responsáveis pelo primeiro atendimento, a criança já havia chegado à unidade hospitalar sem vida.
O corpo da menina foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Poços de Caldas, onde seriam realizados os procedimentos necessários.
Os policiais também tentaram conversar com os pais da criança para colher suas versões sobre o acidente. No entanto, foram informados de que ambos estavam medicados e sem condições emocionais de prestar declarações naquele momento, diante do impacto da tragédia.
Após o registro da ocorrência, a Polícia Militar entrou em contato com a Delegacia de Plantão de Poços de Caldas para solicitar a realização de perícia técnica no local.
Uma perita foi designada para o atendimento, e o boletim confirma o comparecimento da perícia ao estabelecimento.
O caso foi registrado pela Polícia Militar como acidente no trabalho com resultado de morte de terceiro, tendo como vítima uma criança menor de 14 anos.
A ocorrência foi encaminhada à 5ª Delegacia de Polícia Civil de Andradas para conhecimento e adoção das providências cabíveis.
A investigação deverá esclarecer as circunstâncias em que a criança teve acesso à área de movimentação da empilhadeira, as condições de operação do equipamento e os demais fatores envolvidos no acidente.
Até a conclusão do registro policial, não havia informação sobre responsabilização criminal de qualquer pessoa.