Hugo PONTES*
Essa é uma boa pergunta porque envolve psicologia, cultura, educação, poder e um pouco de filosofia política.
Em conversas generalizadas sobre políticos e política, surge sempre assunto que se relaciona a ocupantes de cargos públicos e seus narizes empinados porque se consideram “os escolhidos”.
Sabemos por observações de longos anos que, quando o governante se considera importante demais – acima dos outros ou do próprio cargo que ocupa – podem advir vários problemas que vão, como um bumerangue, se voltar contra a sua própria pessoa.
Estudos em psicologia mostram que o poder afeta o comportamento das pessoas que se superestimam estando na condição de autoridade.
Tudo o que envolve um cargo de governo, tais como carros oficiais, palácios, seguranças, cerimoniais, discursos, mídia em geral dão a sensação de que a pessoa é especial. E isso alimenta no ego a sensação de grandeza e poder.
Na ilusão de ser o “escolhido”, governantes em seus respectivos cargos de prefeito, secretários, governadores, deputados etc., estão sempre cercados por assessores, apoiadores e bajuladores que criam uma bolha em torno do chefe, não permitindo que ele tenha acesso às críticas pelo seu desempenho.
É comum aos governantes ter a crença de que foram escolhidos para “salvar o povo” ou tenham uma missão histórica de mudar o rumo na forma de administrar.
Entretanto vamos encontrar lideranças mais conscientes que veem o cargo como um serviço temporário e não deixam que o poder suba à cabeça.
Importante é saber que o serviço público não é o mesmo que estar dirigindo uma empresa. O governante ideal é, sem dúvida, aquele que está a serviço da população e não a $erviço de uma empre$a.
*Professor, poeta e jornalista