Hugo PONTES*
Ao longo da história, inúmeros episódios mostram como líderes políticos eleitos ou em ascensão podem, gradualmente ou de modo abrupto, assumir posturas autoritárias, centralizando o poder em torno de si mesmos e anulando os princípios democráticos. Porém o pilar, a base, a sustentação da DEMOCRACIA são os 3 Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário em harmonia e independentes . Quando um governante se coloca como ditador, rompe-se o equilíbrio entre os poderes e os direitos fundamentais da população passam a ser constantemente desrespeitados.
A ditadura se caracteriza pela ausência de liberdades civis, pela repressão à oposição e pelo domínio absoluto do Estado por um único líder ou grupo. Esse tipo de regime pode surgir tanto por meio de golpes militares quanto por líderes eleitos democraticamente que, uma vez no poder, minam as instituições republicanas permanecem no cargo indefinidamente. Em ambos os casos, a base do autoritarismo é o desprezo pelas regras do jogo democrático.
É comum que o governante com tendências ditatoriais utilize a propaganda, a ameaça, o medo e a manipulação da verdade para consolidar sua posição. O controle da mídia, a perseguição a opositores e a criação de um culto à personalidade são ferramentas clássicas desse tipo de liderança. Ao concentrar o poder, o ditador enfraquece o legislativo, submete o judiciário e silencia qualquer forma de crítica, sendo a única lei que cria a seu bel prazer.
Os efeitos desse modelo de governo são amplamente negativos. A população perde voz e vez, os direitos humanos são violados e o país não raro mergulha em crises sociais, políticas e econômicas. Exemplos históricos, como os regimes de Adolf Hitler na Alemanha nazista ou de Augusto Pinochet no Chile, evidenciam o custo humano e institucional de governos autoritários.
Dessa forma, é fundamental que a sociedade esteja atenta a sinais de autoritarismo, mesmo em contextos democráticos, seja nos níveis de governos federal, estadual ou municipal.
A liberdade, a pluralidade de ideias e o respeito às leis são pilares que devem ser defendidos constantemente para evitar que qualquer governante se coloque acima da vontade popular e das instituições.
*Professor, poeta
e jornalista