Hugo PONTES*
O Centro de Estudos Supletivos, hoje sob a denominação de Centro Estadual de Educação Continuada “Professora Heloísa Lacerda” – CESEC – foi instalado em Poços de Caldas no ano de 1977, como uma escola municipal. O prefeito, na época, era Ronaldo Junqueira, tendo com Secretário Municipal de Educação, Carlos Érrico Neto.
A professora Dalva Sarti foi a sua primeira diretora e permaneceu no cargo de 1977 até 1983, realizando excelente trabalho de implantação e consolidação do CESU.
No decorrer dos anos, foram diretores da instituição vários professores e professoras os quais fizeram com que a instituição crescesse com credibilidade.
Na escola trabalharam e trabalham inúmeros professores e funcionários das Redes Municipal e Estadual de Educação que, com competência e profissionalismo, dedicaram e dedicam seus conhecimentos para tornar o CESEC uma escola – para jovens e adultos – modelo no Estado de Minas Gerais e no Brasil.
Nesses 48 anos de existência o Centro Estadual de Educação Continuada prestou e continua a prestar relevantes serviços na modalidade de ensino para jovens e adultos, tendo feito a inclusão social e escolar de milhares de alunos que, buscando a instituição, sempre foram atendidos da melhor forma que o serviço público deve fazer para todos aqueles que vêm em busca dele.
Exemplo disso são aqueles que, ao longo dos anos, aqui receberam orientação e conseguiram seus diplomas ou do Ensino Fundamental ou Ensino Médio.
Com isso, incluídos e habilitados dentro do sistema educacional, foram em busca de trabalho, ou promoção nas empresas ou serviços públicos onde trabalhavam, ou prestando vestibular e ingressando em universidades importantes como: Unicamp, UFMG, UNESP, UEPR, PUC e outras.
Assim é que Poços de Caldas, Minas Gerais e os órgãos gestores da educação no Estado só têm, como todos temos, orgulho em falar sobre este Centro de Estudos, cuja importância só pode ser avaliada por quem ali passou: professores, funcionários e alunos.
Agora, neste ano de 2025 ficamos sabendo que o atual governo do Estado de Minas Gerais quer encerrar o atendimento no que se refere ao ENSINO FUNDAMENTAL.
Sem dúvida trata-se de um retrocesso no que se refere à educação para os jovens e adultos. Não conseguimos imaginar uma justificativa político-pedagógica para tal descalabro, uma vez que as escolas já estão instaladas, funcionando muito bem com seus professores, pedagogos e direção habilitados para permanecer atendendo a população nas inúmeras cidades de Minas Gerais.
Somente um governante sem um mínimo de consciência social e total ignorância relativa à política pública de educação pode apresentar uma proposta em questão.
*Professor, poeta e jornalista