Poços de Caldas, MG – O ex-prefeito de Poços de Caldas, Sérgio Azevedo, falou com O Jornal Mantiqueira após tomar posse como assessor regional do vice-governador de Minas Gerais, Matheus Simões. A nomeação marca o retorno de Sérgio à atuação pública em nível estadual e inaugura uma nova estrutura administrativa voltada à aproximação direta entre os municípios do Sul de Minas e o Governo do Estado.
Logo no início da conversa, Sérgio destacou o sentimento de honra e responsabilidade diante do convite recebido. “Fiquei muito honrado com o convite do Matheus Simões para assumir esse cargo aqui no Sul de Minas. Trata-se de uma assessoria criada em diversas regiões do Estado. Minas Gerais é muito grande, e essa divisão por regiões permite que haja alguém dedicado a cada território”, afirmou.
Aproximação entre municípios e Governo do Estado
Segundo o ex-prefeito, a principal missão da nova função é reduzir a distância — não apenas geográfica, mas também burocrática — entre os municípios e a capital mineira. “Às vezes a distância até Belo Horizonte dificulta as coisas. Demandas que poderiam ser resolvidas rapidamente acabam demorando. A finalidade dessa assessoria é justamente agilizar essas necessidades que as cidades têm, o que também é um desejo do Governo do Estado”, explicou.
A atuação regional abrangerá 54 municípios do Sul de Minas, com foco em ouvir prefeitos, vereadores e lideranças locais para identificar gargalos, demandas prioritárias e oportunidades de investimento. “É um trabalho de aproximação para que as coisas aconteçam de forma mais célere possível. Vamos procurar integrar essas cidades ao Governo do Estado de maneira mais direta e eficiente”, ressaltou.
Base em Poços de Caldas e trabalho itinerante
Sérgio Azevedo confirmou que o trabalho já está em andamento e que haverá um escritório regional em Poços de Caldas. A assessoria funcionará no prédio da Sedese, localizado na Rua Rio de Janeiro, onde já estão instalados outros órgãos públicos, como o Corpo de Bombeiros e o Ipsemg. “Agora também passa a funcionar ali a assessoria especial para assuntos municipais do Governo do Estado. Será uma base administrativa, mas o trabalho principal será em campo”, disse.
Ele reforçou que a atuação será predominantemente itinerante. “Vou estar rodando, indo às cidades, conversando com prefeitos, vereadores e lideranças. A ideia é entender exatamente o que cada município precisa para que possamos tentar ajudar de forma efetiva”, afirmou.
Filiação ao PL e cenário eleitoral
Durante a entrevista, Sérgio também comentou sua recente filiação ao Partido Liberal (PL) e a possibilidade de disputar as eleições para deputado. Segundo ele, qualquer projeto eleitoral, neste momento, ainda está em fase de planejamento. “Por enquanto é só planejamento, mas a gente pretende colocar o nome à disposição. Quem sabe conquistar uma vaga que Poços de Caldas e a região estão sem há tanto tempo”, declarou. O ex-prefeito deixou claro, no entanto, que o foco imediato é o trabalho institucional junto ao Governo do Estado. “Isso vem em segundo plano. Neste primeiro momento, estou totalmente focado em fazer essa integração das cidades do Sul de Minas com o Governo do Estado”, enfatizou.
Sobre a escolha pelo PL, Sérgio explicou que a decisão foi amadurecida ao longo do tempo. “Recebi convites de vários partidos, fui avaliando com calma. Cheguei à conclusão de que, neste momento, o mais adequado seria a ida para o PL. Fui muito bem recebido”, relatou.
Ele destacou ainda a relação de confiança com lideranças do partido. “O presidente regional do PL foi meu companheiro no PSDB, foi presidente do partido quando fui prefeito pela primeira vez. Hoje nos reencontramos. Estou em casa, ao lado de amigos como Marcelo Heitor, Júnior, os três vereadores do partido, todos amigos de longa data. Estou me sentindo muito bem”, afirmou.
Falta de representatividade parlamentar preocupa a região
Com a experiência de quem governou Poços de Caldas por oito anos, Sérgio Azevedo ressaltou a importância da representatividade política no Legislativo estadual e federal. “Fui prefeito por oito anos sem ter um deputado federal da cidade ou da região. Antes isso sempre foi tradicional. Já chegamos a ter quatro deputados, mas pelo menos dois sempre tivemos — um estadual e um federal”, recordou.
Ele classificou como delicada a atual ausência de representantes diretos da região. “Já são cerca de 12 anos sem essa representatividade. Isso impacta diretamente a capacidade de articulação e a chegada de recursos. Precisamos unir forças para que Poços de Caldas e todo o Sul de Minas voltem a ter voz ativa em Belo Horizonte e Brasília”, concluiu.
PAULO VITOR DE CAMPOS
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