O Brasil avança na medicina, amplia o acesso a tratamentos e investe cada vez mais em tecnologias para combater o câncer. No entanto, um dado divulgado nesta semana revela uma preocupação que vai muito além dos hospitais e consultórios: um em cada quatro brasileiros desconhece que muitos tipos de câncer podem ser prevenidos.
A informação faz parte do relatório Mais Dados Mais Saúde – Percepções da população brasileira sobre fatores de risco para o câncer e evidencia um desafio que passa pela educação em saúde. Em um país que deverá registrar cerca de 781 mil novos casos da doença por ano entre 2026 e 2028, segundo estimativas.
O aumento projetado de 10,9% nos casos em relação ao triênio anterior é resultado de diversos fatores. O envelhecimento da população é um deles, afinal, viver mais também significa maior exposição aos riscos ao longo da vida. Porém, outro aspecto merece atenção especial: os hábitos cotidianos.
Tabagismo, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, alimentação baseada em produtos ultraprocessados e o sedentarismo figuram entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento de diversos tipos de câncer. São comportamentos que, muitas vezes, parecem inofensivos no curto prazo, mas que acumulam consequências ao longo dos anos.
A boa notícia é que grande parte desses fatores pode ser modificada. Estudos mostram que manter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas regularmente, evitar o cigarro, moderar o consumo de álcool e realizar exames preventivos são atitudes capazes de reduzir significativamente o risco da doença.
Em cidades como Poços de Caldas, onde a população idosa é grande, o tema ganha relevância ainda maior. A rede pública de saúde, as instituições de ensino, a imprensa e as entidades da sociedade civil têm papel fundamental na disseminação de informações corretas e na promoção de hábitos saudáveis.
Diante dos números que se desenham para os próximos anos, a mensagem é clara: combater o câncer não começa apenas nos centros de tratamento. Começa em casa, na escola, no trabalho e nas escolhas que fazemos diariamente. Informar, conscientizar e prevenir continuam sendo os caminhos mais inteligentes para enfrentar uma das maiores ameaças à saúde pública do século XXI.