Poços de Caldas, MG – Uma operação conjunta da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e da Receita Federal resultou na apreensão de 188 cigarros eletrônicos e na prisão em flagrante de um homem de 26 anos, suspeito de contrabando, em Poços de Caldas. A ação ocorreu após investigação que identificou o envio de produtos ilícitos pelos Correios para um estabelecimento comercial localizado no bairro Jardim dos Estados.
As investigações tiveram início a partir de informações que apontavam a utilização do serviço postal para o transporte de cigarros eletrônicos, cuja comercialização é proibida no Brasil. Na quarta-feira (5), policiais civis e servidores da Receita Federal acompanharam a entrega de uma encomenda ao endereço monitorado.
No momento da entrega, o destinatário não estava no local. Os agentes entraram em contato com o suspeito, que compareceu ao estabelecimento e confirmou ser o responsável pela encomenda.
Durante a abordagem, o homem informou que revendia cigarros eletrônicos e explicou que utilizava o endereço comercial para receber as mercadorias porque não havia pessoas em sua residência durante o horário comercial. Segundo o investigado, os proprietários do estabelecimento desconheciam o conteúdo da encomenda.
Com a abertura da caixa, foram encontrados 188 dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos como cigarros eletrônicos ou “vapes”. Diante da constatação, o suspeito recebeu voz de prisão em flagrante pelo crime de contrabando.
De acordo com a Polícia Civil, todos os produtos apreendidos permaneceram sob a custódia da Receita Federal, responsável pelos procedimentos administrativos relacionados à mercadoria.
Comercialização é proibida no Brasil
Os cigarros eletrônicos têm fabricação, importação, comercialização, armazenamento, transporte, distribuição e propaganda proibidos em território nacional. A restrição está prevista na Resolução RDC nº 855/2024, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que manteve a vedação aos dispositivos eletrônicos para fumar em razão dos riscos à saúde pública.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para apurar a origem da mercadoria e identificar possíveis envolvidos na distribuição dos produtos na região.