Belo Horizonte, MG – Os eleitores mineiros definiram neste domingo (4) o comando do Governo de Minas Gerais para os próximos quatro anos e os dois novos representantes do Estado no Senado Federal. Cleitinho Azevedo (Republicanos) venceu a disputa pelo Palácio Tiradentes já no primeiro turno, enquanto Domingos Sávio (PL) e Marília Campos (PT) conquistaram as duas cadeiras em disputa no Senado.
A vitória de Cleitinho foi confirmada ainda durante a apuração. O candidato alcançou 55,41% dos votos válidos, com 6.294.134 votos, abrindo uma diferença superior a 3,3 milhões de votos sobre o segundo colocado.
Patrus Ananias (PT) terminou em segundo, com 26,31% e 2.988.714 votos. Como Cleitinho ultrapassou a marca de 50% dos votos válidos, Minas Gerais não terá segundo turno para governador.
Cleitinho supera dez adversários
A disputa pelo Governo de Minas contou com 11 candidatos. Além de Cleitinho e Patrus, concorreram Flávio Roscoe (PL), Mateus Simões (PSD), Alexandre Kalil (PDT), Gabriel (MDB), Ben Mendes (Missão), Indira Xavier (UP), Professor Túlio Lopes (PCB), Rafael Duda (PSTU) e Henrique Áreas (PCO).
Flávio Roscoe terminou na terceira posição, com 6,98% dos votos válidos, seguido por Mateus Simões, com 4,63%, e Alexandre Kalil, com 3,55%.
Gabriel recebeu 2,08%; Ben Mendes, 0,71%; Indira Xavier, 0,18%; Professor Túlio Lopes, 0,10%; Rafael Duda, 0,04%; e Henrique Áreas, 0,01%.
O resultado coloca Cleitinho no comando do segundo estado mais populoso do país e representa uma mudança importante em sua trajetória política. Eleito senador em 2022, o parlamentar deixa o Congresso Nacional para assumir o Governo de Minas.
Com a eleição para governador, Cleitinho terá pela frente temas que estiveram no centro do debate político mineiro nos últimos anos, entre eles a situação fiscal do Estado, a dívida com a União, investimentos em infraestrutura, saúde, segurança pública e desenvolvimento econômico.
Senado teve duas vagas
A eleição para o Senado apresentou uma dinâmica diferente. Em 2026, cada eleitor mineiro pôde escolher dois candidatos, uma vez que estavam em disputa duas das três cadeiras de Minas Gerais na Casa.
As vagas ficaram com candidatos de campos políticos diferentes.
Domingos Sávio (PL) terminou como o mais votado, recebendo 4.956.054 votos, equivalentes a 24,26% dos votos válidos.
A segunda cadeira ficou com Marília Campos (PT), que recebeu 3.966.764 votos, correspondentes a 19,42%.
Os dois assumirão mandatos de oito anos no Senado Federal.
Carlos Viana fica em terceiro
A disputa pelas duas vagas foi mais equilibrada que a eleição para governador.
Carlos Viana (PSD) ficou na terceira colocação, com 3.569.261 votos, ou 17,47% dos válidos, terminando fora das duas vagas disponíveis.
Na sequência apareceu Áurea Carolina (PSOL), com 2.652.675 votos e 12,98%.
Marcelo Aro (PP) recebeu 2.369.571 votos, correspondentes a 11,60%, enquanto Marco Antônio Superman (Novo) terminou com 1.891.425 votos, ou 9,26%.
Aécio não consegue retornar ao Senado
Outro nome de destaque na disputa foi Aécio Neves (PSDB). Ex-governador de Minas, ex-senador e deputado federal, ele tentou retornar ao Senado, mas terminou distante das duas primeiras colocações.
Aécio recebeu 828.101 votos, correspondentes a 4,05% dos votos válidos, ficando na sétima posição.
Também participaram da disputa Manoel Carvalho (MDB), Arcanjo Pimenta (MDB), Carlin Moura (Avante), Ana Luiza do MLB (UP), Victória Mello Vic (PSTU), Juíz Ramon Moreira (DC), Fidélis Alcântara (UP), Jordano Metalúrgico (PSTU) e Tião Pessoa (PCO).