Poços de Caldas, MG – Um incêndio de grandes proporções destruiu completamente uma residência em Poços de Caldas, mobilizando equipes do Corpo de Bombeiros Militar e da Polícia Militar. A ocorrência ganhou contornos ainda mais preocupantes após informações de que uma mulher e sua filha poderiam estar no interior do imóvel no momento do incêndio. Apesar das buscas realizadas entre os escombros, nenhuma vítima foi localizada até o encerramento dos trabalhos.
Segundo informações da 1ª Companhia Independente do Corpo de Bombeiros Militar de Poços de Caldas, a residência era composta por quatro cômodos e foi totalmente atingida pelo fogo. As chamas se espalharam por todos os ambientes, consumindo praticamente todos os móveis e equipamentos eletrônicos.
A intensidade do incêndio também provocou o desabamento da cobertura de telhas e da estrutura de madeira do telhado. Como o imóvel não possuía laje, os danos foram ainda mais significativos.
Durante o atendimento, policiais militares que já estavam no local informaram aos bombeiros sobre a existência de um mandado de prisão em aberto contra o morador, identificado pelas iniciais J.C.B., relacionado a crimes no contexto de violência doméstica e familiar contra sua esposa, M.R.C.O. Ainda conforme as informações repassadas pela Polícia Militar, havia a possibilidade de que a mulher e a filha do casal estivessem dentro da residência quando o incêndio começou. aaDiante dessa situação, os bombeiros intensificaram os procedimentos de combate às chamas e organizaram uma operação de busca para verificar a possível existência de vítimas.
O trabalho dos militares foi dificultado pelas características do terreno, que apresenta acentuada inclinação. Para alcançar a residência, a equipe precisou montar a estrutura de combate pela via pública localizada nos fundos do imóvel, utilizando um terreno vizinho como acesso.
Equipados com materiais de proteção individual e respiratória, os bombeiros realizaram o ataque direto às chamas, conseguindo controlar e extinguir o incêndio.
A operação foi coordenada pelo chefe de serviço, que também participou diretamente das ações de combate ao fogo.
Após a extinção das chamas, os militares iniciaram um trabalho minucioso de rescaldo e buscas em todos os cômodos da residência.
As equipes verificaram os destroços, os pontos acessíveis do terreno e áreas próximas, procurando possíveis vítimas que pudessem estar sob os escombros.
A operação exigiu cuidados especiais devido ao comprometimento da estrutura e ao desabamento do telhado, que dificultaram a movimentação dos bombeiros.
Apesar das buscas, a mulher e a criança não foram encontradas.
A perícia técnica da Polícia Civil foi acionada para examinar o imóvel e apurar as circunstâncias do incêndio.
As causas do incêndio ainda não haviam sido esclarecidas no relatório dos bombeiros. Também não havia confirmação de que o episódio estivesse relacionado ao histórico de violência doméstica informado pela Polícia Militar.