17:00 - Sábado, 19 de Setembro de 2026

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OS DESAFIOS DO NOVO MUNDO

Data da Publicação:

18/10/2024

Hugo PONTES*

Alguém pode dizer que o grande desafio do nosso tempo é vencer a barreira que se interpõe entre a riqueza e a miséria. E muitos concordam com essa afirmativa. No entanto, o que caracteriza o mundo atual é o materialismo cada vez mais acentuado, seja para a riqueza, seja para a miséria.
A sociedade parece fazer uma corrida contra o tempo. Não há mais tempo de espera, existe apenas e, tão somente, tempo de realizações.
Com a corrida tecnológica e seus avanços a humanidade foi envolvida num mundo pleno de informações, fazendo com que a Tecnologia da Informação passasse a dirigir e orientar a vida de cada um e de todos nós coletivamente.
Todo esse conjunto não aumentou a satisfação ou deu ao ser humano maior consciência. Pelo contrário, trouxe a todos nós sofrimento, angústia e impotência ante a velocidade dos acontecimentos na nossa vida.
Movemo-nos, hoje, pela lógica do mercado, ente supremo do capitalismo e que ganha contornos de um deus onipotente e onipresente em cada canto e esquina pelos quais passamos.
Diante disso, o homem caminha na busca de um mundo novo. A procura de um novo sentido para a vida, no dizer do escritor austríaco Viktor Frankl, para tanto, é preciso muita garra, segurança e coragem, pois o materialismo que nos engessa conduziu-nos ao individualismo.
Na busca de novos caminhos, há necessidade de encontrarmos o bem-comum, o coletivo fazendo com que resgatemos o companheirismo, o abrigo, a inclusão e a igualdade.
Nesse caminhar e nesse observar, acreditamos que as novas gerações podem e devem – dentro de um sentido social mais amplo – conduzir os seus destinos sob a ótica do cooperativismo, da solidariedade e da fraternidade.
Não basta, como acontece hoje, o discurso vazio da “ajuda ao próximo” quando sabemos que o “próximo” está cada vez mais distante dos muito próximos do poder, da riqueza e do conforto.
Cada dia mais o “próximo” se aproxima da loucura e do desespero. A cada dia os “mais próximos” enfurnam-se nos seus castelos rodeados por grades e alarmes, uma vez que a lógica do mercado nos diz que devemos vencer e enriquecer cada qual no seu canto e, pelos cantos, cada um com sua dor.

*Professor, poeta e jornalista

 

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