Hugo PONTES*
O leitor atento, pedestre por natureza, caminhante pelas arborizadas ruas de Poços de Caldas, há de convir que a cada dia fica mais difícil caminhar pelas calçadas ou atravessar uma rua por causa do trânsito intenso tendo ao volante dos seus carros motoristas imprudentes.
Faixas para pedestre existem em quantidade para que se atravesse a rua em segurança, mas os motoristas insistem em parar sobre elas e, ou, passar com o sinal vermelho.
Entre meio a isso o que ocorre em Poços de Caldas – cidade que poderia ser modelo para outras mais – o infausto trânsito das bicicletas, ou melhor, a invasão das “bikes”. Veículo supostamente inofensivo, tem causado inúmeros transtornos aos pedestres quer sobre as calçadas quer nas ruas e nas praças.
Como as “bikes” gostam de andar sobre as calçadas e na contramão nas ruas! Exímios “bicicleteiros” têm abusado em fazer malabarismo por entre as pessoas idosas, crianças, transeuntes de todas as idades e por entre os carros nas ruas.
Imagine se uma pessoa sair de uma loja e não “tiver o olho vivo” pode ser atropelada e ainda ter que pedir desculpas ao “bicicleteiro”.
Não raro, nas ruas, nas calçadas, nas praças do centro da cidade, deparamo-nos com esses veículos incomodando os transeuntes.
Seria interessante se fosse instituído do emplacamento de todas as “magrelas”, prática que existiu em épocas passadas. Talvez isso pudesse exercer um maior controle sobre – principalmente – os maus condutores das famigeradas bicicletas e a prefeitura arrecadaria com o emplacamento e com as multas.
As reclamações nas ruas crescem e a população aguarda uma providência urgente das autoridades no sentido de normatizar o uso das bicicletas no trânsito, pois um bom número de ciclista precisa saber que existem leis e que devem ser respeitadas.
Não podemos esperar por um atropelamento que acabe com a vida de qualquer um de nós, ou nos deixe inválidos para, só depois, alguém dizer que “estamos estudando providências sobre o assunto.”
*Professor, poeta e jornalista