Hugo PONTES
Professor, poeta e jornalista
Luiz Roberto
JUDICE. Caminhantes E Veredas: Contos,
Ed. Scortecci,
São Paulo, SP, 2025
Minha introdução pelo resultado da leitura do livro Caminhantes e Veredas, de Luiz Roberto Judice, enfoca inicialmente o conceito da Teoria Literária sobre o conto que é um “gênero narrativo de curta extensão, caracterizando-se pela concisão, unidade de ação e busca de um efeito único no leitor. Difere do romance pela sua brevidade e pela concentração de um evento ou conflito principal”.
E quando somos levados a falar sobre o conto, voltamos a nossa experiência – enquanto leitor – para as primorosas obras de João Guimarães Rosa e Graciliano Ramos, ambos excelentes escritores e observadores dos seus vários sertões e veredas.
Assim podemos inserir Caminhantes e Veredas, de Luiz Roberto Judice, no contexto desses mencionados escritores pois Judice – com sua rara sensibilidade – também caminha por veredas as quais observa e fotografa com sua perspicácia a paisagem do sertão mineiro por onde andaram e andam nomes que fazem a nossa literatura.
Caminhantes e Veredas, segundo o prefácio do professor Júlio César Cardim, “É obra regionalista, composta de treze contos. Neles alternam-se narrativas de experiências vividas pela gente simples que habita a região mais nordeste de Minas Gerais. Não faltam, também, os casos de assombrações, mistérios, aventuras, narrativas de crimes e assassinatos, muitas delas regadas com graça e humor.”
Finalizando destaco entre os contos “O tesouro do Coronel Carmelo” no qual os personagens, história e ambiente se completam resultando em uma fotografia do que é o norte de Minas com os seus costumes e a sua cultura.
Como registro, lembramos que em 2013 o autor publicou o livro Cururu & Juritis de contos regionalistas.