A propaganda eleitoral começa oficialmente neste domingo, 16 de agosto, abrindo uma etapa decisiva para que o eleitor conheça melhor os candidatos que disputarão as eleições gerais de 2026. A partir desse momento, nomes, números, promessas e discursos ocuparão as ruas, as redes sociais e os meios de comunicação em busca da confiança da população.
Uma enquete realizada pelo Jornal Mantiqueira perguntou aos leitores se a escolha de um candidato deve ser feita pelo nome ou pelas propostas apresentadas. O resultado está empatado. Embora simples, a consulta revela um aspecto importante do comportamento do eleitor: parte da população considera determinante a trajetória pessoal e política do candidato, enquanto outra parcela atribui maior peso aos compromissos assumidos durante a campanha.
O empate também demonstra que nome e propostas não deveriam ser critérios separados. O nome representa a história do candidato, sua conduta, suas realizações e a maneira como exerceu funções públicas ou profissionais. As propostas, por sua vez, indicam aquilo que ele pretende fazer caso seja eleito. Uma escolha consciente precisa necessariamente considerar os dois elementos.
Não basta apresentar projetos atraentes se o histórico do candidato revela incoerência, despreparo ou falta de compromisso com a coisa pública. Da mesma forma, uma trajetória conhecida não pode servir como autorização para disputar eleições sem explicar claramente quais são as prioridades, como elas serão executadas e de onde virão os recursos necessários.
Durante as próximas semanas, o eleitor será submetido a uma quantidade intensa de informações. Haverá discursos cuidadosamente preparados, vídeos emocionais, slogans de fácil memorização e promessas para todos os públicos. Nesse ambiente, será necessário separar publicidade de compromisso verdadeiro. Propostas genéricas, sem prazos, custos ou meios de execução, pouco contribuem para a avaliação responsável de uma candidatura.
O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. O horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão será exibido entre 28 de agosto e 1º de outubro, conforme o calendário oficial do Tribunal Superior Eleitoral. Esse período deve ser aproveitado não apenas para ouvir os candidatos, mas também para comparar declarações, verificar informações e conhecer o passado daqueles que pedem o voto.
Escolher bem exige atenção, memória e senso crítico. O voto responsável nasce justamente da comparação entre aquilo que o candidato diz, aquilo que já fez e aquilo que realmente terá condições de realizar. Nas urnas, nome e propostas devem caminhar juntos.