Poços de Caldas, MG – O candidato ao governo de Minas Gerais Alexandre Kalil (PDT) afirmou que pretende analisar os impactos da reforma tributária na economia do Sul de Minas, polo industrial e tecnológico e maior produtor de café do país, caso seja eleito. A declaração foi dada à imprensa durante agenda em Poços de Caldas nesta quarta-feira (23/9), em visita do ex-prefeito de Belo Horizonte ao Mercado Municipal da cidade, onde conversou com comerciantes e empresários.
“Sul de Minas passa hoje por um problema que é o IVA [Imposto sobre o Valor Agregado]. O IVA vai apertar muito o Sul de Minas, principalmente a parte do IBS [Imposto sobre Bens e Serviços], porque o IVA está debaixo de um guarda-chuva que inclui o IBS, que substitui o ICMS e o ISS”, explicou o candidato.
De fato, durante um encontro com empresários e lideranças políticas no Centro de Poços de Caldas, Kalil ouviu do setor econômico do Sul de Minas uma preocupação com a perda de arrecadação. A reforma tributária leva a receita do IBS para o local onde o produto ou serviço é consumido, e não mais para onde é fabricado.
O pedetista acrescentou que entende que o dinheiro arrecadado é do contribuinte e deve retornar à população e às cidades que geram os recursos, na forma de investimentos e melhorias para a população. “Quando você compra alcatra, patinho, que está a R$ 40 o quilo, R$ 10 vão para o governo. E o governo acha que o dinheiro é dele, que ele pode pegar esses R$ 10 e entregar para o empresário bilionário de Belo Horizonte. Ele não sabe que esse dinheiro foi entregue para administrar médico, professor, polícia, entendeu? Esse dinheiro não é dele, esse dinheiro é do povo. E é isso que nós vamos tentar explicar”, cravou.
Alexandre Kalil reforçou que Minas Gerais é líder em diversas áreas, sendo destaque nacional na produção de aço, minério, café e no agronegócio. Por isso, pretende retomar projetos de desenvolvimento social e econômico no Sul de Minas e nos polos do Estado. “Nós temos que fazer um projeto. [Estamos] sem dinheiro, dando R$ 25 bilhões para empresários [em isenções fiscais] (…). Nós temos que dar incentivo para que saia cápsula do café daqui, não a saca”, afirmou.
Pedágios caros sem melhorias
Kalil ainda criticou a política de pedagiamento implementada no Estado, com a cobrança de valores altos sem melhorias nas estradas. “Estamos colocando pedágio na cara de todo mundo sem arrumar estrada. Isso nunca existiu no Brasil, isso é uma grande inovação de Minas Gerais”, disse.
Durante os compromissos, o ex-prefeito esteve acompanhado do candidato a vice-governador na chapa, Carlos Mosconi.