Poços de Caldas, MG – O vereador Álvaro Cagnani (PSDB) apresentou, no Plenário da Câmara Municipal de Poços de Caldas, o Requerimento nº 2934/2026, com o objetivo de averiguar quais ações são desenvolvidas pela Secretaria Municipal de Educação para os alunos da rede pública de ensino na área das novas tecnologias, como programação e robótica, entre outras.
No documento, o parlamentar questiona a existência de programas voltados à área de tecnologia, a previsão de cursos gratuitos de pilotagem de drones e as parcerias mantidas com institutos de educação, universidades, órgãos estaduais ou federais e empresas. Álvaro indaga, ainda, se a pasta prevê a inclusão de conteúdos relacionados à robótica nas disciplinas escolares ou em atividades extracurriculares, além de questionar quais investimentos têm sido realizados para incentivar a formação tecnológica dos jovens.
Em ofício enviado à Câmara, a Prefeitura informa que algumas iniciativas já são desenvolvidas, entre elas os Centros de Tecnologia (salas Maker), o Programa Ciência na Escola, em parceria com o IFSULDEMINAS; o projeto ARTLaB, realizado em conjunto com a Alcoa e o Instituto Evoluir; e os projetos “Acadêmicos em Planejamento”, decorrentes de parceria com a PUC Minas.
O Executivo também informou não haver, atualmente, previsão para a oferta de cursos de pilotagem de drones. Segundo a Administração, o foco prioritário está no letramento digital dos professores, a fim de garantir que os estudantes tenham acesso a uma abordagem pedagógica adequada. O município mantém, ainda, parcerias com a Unifal, o IFSULDEMINAS, a PUC Minas, as organizações sociais SaferNet Brasil e MEC (AVAMEC), além do Sebrae e de plataformas globais, como Google for Education e Google Ed Leader Fellowship.
Em relação ao ensino de robótica nas escolas da rede municipal, há iniciativas previstas para a ampliação das atividades. O Conselho Municipal de Educação também aprovou, de acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), um cronograma transversal para a implantação de conteúdos de robótica e programação. A previsão é de que, após 2028, uma disciplina inteiramente voltada à temática seja incluída nos anos finais do ensino fundamental, após a conclusão da implementação da fase transversal.
Por fim, a Secretaria de Educação explica que cerca de R$100 mil por unidade escolar devem ser aplicados por meio do Programa Mais Ciência na Escola, em parceria com o Governo Federal e o IFSULDEMINAS. A pasta também prevê ampliar o investimento na carga horária remunerada dos professores, com atuação contínua no contraturno.
“A tecnologia já faz parte da realidade dos nossos jovens, e a escola precisa acompanhar essa transformação. É importante que a gente conheça o que já está sendo feito e também discuta como podemos ampliar essas oportunidades, para que nossos alunos tenham cada vez mais acesso à programação, à robótica e a outras ferramentas que podem contribuir para a formação deles”, afirmou Álvaro Cagnani.