A avaliação do Congresso Nacional deve servir de alerta às vésperas das eleições. Pesquisa Datafolha divulgada em 26 de setembro mostra que 37% dos entrevistados consideram o trabalho de deputados e senadores ruim ou péssimo; 18% o classificam como ótimo ou bom. O levantamento ouviu 2.002 eleitores nos dias 22 e 23 de setembro e tem margem de erro de dois pontos percentuais.
A insatisfação merece resposta dos parlamentares, mas também uma reflexão dos eleitores. Em 2026, estarão em disputa as 513 cadeiras da Câmara dos Deputados e 54 das 81 vagas do Senado. Cada escolha ajudará a definir quem fará as leis, fiscalizará o governo e representará os estados nos próximos anos.
É compreensível que o eleitor se sinta distante de decisões tomadas em Brasília. Essa distância, porém, só aumenta quando o voto para o Legislativo recebe menos atenção que a disputa presidencial. Antes de escolher, vale examinar a trajetória do candidato, suas propostas, sua atuação pública e a disposição de prestar contas depois da eleição.
A crítica ao Congresso é legítima. Transformá-la em mudança exige participação que continue após a votação. O cidadão tem o direito de cobrar resultados — e a oportunidade, agora, de escolher com cuidado quem receberá essa responsabilidade.