A segurança pública voltou ao centro das atenções dos brasileiros. A mais recente pesquisa Genial/Quaest mostra que o medo da violência urbana ultrapassou até mesmo as preocupações tradicionais com a economia, assumindo o posto de principal inquietação da população. O dado é revelador porque expõe uma realidade que vai além das estatísticas: a sensação de insegurança passou a fazer parte da rotina dos cidadãos.
Quando a população coloca a criminalidade acima de temas como inflação, desemprego e renda, o recado é claro. O cidadão teme sair de casa, circular pelas cidades, utilizar o transporte público e até mesmo realizar atividades simples do dia a dia. O crescimento dos crimes patrimoniais, dos golpes digitais, do tráfico de drogas e da violência associada às organizações criminosas alimenta uma percepção de que o Estado encontra dificuldades para responder à altura dos desafios atuais.
Ao mesmo tempo, a preocupação crescente da população exige que governantes tratem o tema como prioridade permanente e não apenas como pauta eleitoral. O combate à violência precisa ser planejado com metas claras, avaliação constante de resultados e continuidade das ações, independentemente das mudanças de governo.
A pesquisa revela mais do que um dado estatístico. Ela mostra um país que deseja viver sem medo. Garantir esse direito fundamental é um dos maiores desafios do poder público e uma condição indispensável para o desenvolvimento econômico, social e humano. Afinal, não há qualidade de vida possível onde a insegurança se torna a principal companheira da população.