Poços de Caldas, MG – A Câmara de Poços realizou, na última semana, a audiência pública “Saúde Mental e Valorização da Vida: Conscientização, Prevenção e Fortalecimento das Políticas Públicas no Município”. A iniciativa, proposta pelo vereador Wellington Paulista (PSDB), por meio do Requerimento nº 899/2026, com a assinatura também do vereador Tiago Braz (REDE), reuniu representantes do poder público, profissionais da saúde, instituições de ensino e a sociedade civil para discutir estratégias voltadas à promoção da saúde mental e ao consolidação da rede de atendimento no município.
A mesa de debates foi composta pelo vereador Tiago Braz (REDE); pela coordenadora da Divisão do Programa Municipal da Juventude (PMJ), Ana Maria Lobo, representando o secretário municipal de Educação; pela secretária municipal de Assistência Social, Marcela Brito de Carvalho Messias; pelo diretor do Departamento de Atenção à Saúde, Alisson Barbosa Silva, representando o secretário municipal de Saúde; pelo coordenador da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), Rafael Franklin; pelo coordenador do curso de Psicologia da PUC Minas Poços de Caldas, professor Lucas Tadeu Garcia; e pelo professor e psicólogo Renato Ramos, representando o curso de Psicologia da Faculdade Anhanguera e o grupo de moradores da Zona Sul “Rara é a Vida”.
Além das apresentações dos convidados, a audiência contou com pronunciamentos do vereador Wellington Paulista, autor da proposta, de representantes de associações e de cidadãos que utilizaram a Tribuna Popular para compartilhar relatos e sugestões relacionadas ao tema.
Ana Maria Lobo destacou o papel da escola como espaço de acolhimento e de fortalecimento das relações interpessoais. “Quando falamos em saúde mental, precisamos reconhecer o contexto social em que vivemos. Não podemos minimizar o sentimento do outro. Quando uma criança, um adolescente ou um profissional nos diz que não está bem, nossa primeira atitude precisa ser a escuta e o acolhimento”, disse.
A coordenadora também apresentou o Programa Entrelaços, desenvolvido pela rede municipal de ensino para fortalecer a convivência, o respeito e a escuta entre estudantes, famílias e profissionais da educação.
Ainda durante a audiência, o diretor do Departamento de Atenção à Saúde, Alisson Barbosa Silva, apresentou a estrutura da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) no município e explicou como ocorre a organização dos serviços de atendimento em saúde mental. “A RAPS é fundamentada em leis federais, portarias e normativas do Ministério da Saúde. Tudo aquilo que fazemos hoje para direcionar a pessoa com transtorno de saúde mental é fundamentado”, afirmou.
A rede reúne diferentes pontos de atendimento, como a Atenção Básica, os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), os serviços de urgência e emergência, unidades de acolhimento e leitos de saúde mental em hospitais gerais.
Ao avaliar o encontro, o vereador Wellington Paulista destacou a importância do diálogo promovido pela Câmara. “Foi uma audiência muito positiva. Pudemos debater um assunto que é um dos maiores desafios da atualidade. Cada vez mais pessoas enfrentam situações de ansiedade, depressão e estresse, além de outros sofrimentos que impactam suas vidas, famílias e toda a sociedade. Ampliamos o diálogo e procuramos sugerir iniciativas para fortalecer a prevenção e o acolhimento”.
O vereador Tiago Braz também ressaltou a participação dos diversos setores envolvidos na discussão e defendeu a continuidade das ações após a audiência. “A audiência pública contou com a participação das universidades, estudantes, profissionais da área da saúde mental e da população, trazendo contribuições importantes sobre os desafios enfrentados pelo município e a necessidade de fortalecer as políticas de prevenção, acolhimento e atendimento”. Para o parlamentar, o compromisso agora é transformar as propostas em resultados concretos. “Precisamos avançar na estrutura da rede de atendimento, na prevenção, na valorização dos profissionais e na garantia de acesso a um atendimento de saúde mental adequado e humanizado. A saúde mental e a valorização da vida devem estar entre as prioridades do município”, concluiu.