Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na semana passada reafirmam a desigualdade regional na distribuição da renda no Brasil. O Distrito Federal (DF) e nove estados registraram, em 2024, rendimento médio domiciliar por pessoa acima da média nacional de R$ 2.069. O DF lidera o ranking com R$ 3.444, o que representa 66% a mais do que o rendimento médio do país.
Essa liderança do DF pode ser explicada pelo grande contingente de servidores públicos na capital federal, que garantem remunerações acima da média do setor privado. Esse fator também contribui para que o estado mais populoso do Brasil, São Paulo, ocupe a segunda posição, com rendimento domiciliar por pessoa de R$ 2.662.
Chama atenção o fato de que todas as dez unidades da federação que ficaram acima da média nacional estão localizadas nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, evidenciando a concentração da riqueza nessas partes do país. Outro dado relevante é que Minas Gerais, que esteve acima da média em 2023, não manteve essa posição em 2024, refletindo uma possível desaceleração econômica ou perda de poder aquisitivo da população.
A desigualdade econômica entre as regiões brasileiras é um desafio histórico e estrutural. A concentração dos rendimentos nas regiões mais desenvolvidas do país reforça as dificuldades enfrentadas por estados do Norte e Nordeste, que permanecem abaixo da média nacional. Sem investimentos robustos em educação, infraestrutura e industrialização, essas diferenças tendem a se perpetuar, mantendo milhões de brasileiros à margem do desenvolvimento econômico e social.