Hugo PONTES*
Minas Gerais compreende as terras, no Brasil, onde – apesar de toda a exploração e buracos já feitos – a riqueza mineral é abundante pois temos aqui todo tipo de minério do ouro ao ferro passando pelas águas minerais, agora a “descoberta” das terras raras.
A mineração, sendo uma atividade econômica importante em várias regiões do mundo, tem consequências significativas sobre o meio ambiente, a sociedade e a economia locais. Esses impactos são identificados tanto pelo lado positivos quanto pelo negativo, variando dependendo de como a exploração é realizada pelas empresas.
Sabemos que a mineração gera empregos que podem ser fundamentais para a economia de regiões menos industrializadas e uma importante fonte de receita para os governos, por meio da arrecadação de impostos, royalties e exportações gerando recursos para investimentos em infraestrutura, saúde e educação.
As consequências negativas da exploração de minérios têm como fator principal o dano ambiental com a poluição de rios e a liberação de gases tóxicos. O desmatamento, por exemplo, é comum em áreas onde a mineração ocorre em florestas tropicais e na região de cerrado afetando a biodiversidade e o clima local.
Como exemplos podemos citar a Amazônia brasileira onde a exploração de ouro e outros metais preciosos têm causado o desmatamento massivo e a contaminação dos rios com mercúrio. Além disso, a expansão da mineração ilegal tem contribuído para o enfraquecimento das comunidades indígenas e tradicionais.
Em Minas Gerais podemos apontar o Vale do Rio Doce, foco do desastre de Mariana, em 2015, que é um exemplo trágico de como a mineração pode causar impactos devastadores. O rompimento de uma barragem de rejeitos de mineração matou pessoas e contaminou um grande trecho do Rio Doce, afetando as comunidades ao longo da sua bacia e causando um desastre ecológico de grandes proporções.
São os especialistas que apontam ser a exploração de minérios uma atividade que pode, de fato, trazer benefícios econômicos para uma região, mas as consequências ambientais e sociais são cruéis se cuidadosamente avaliadas. A implementação de práticas de mineração sustentável, como o uso de tecnologias mais limpas, a proteção dos direitos das comunidades locais e o manejo responsável dos recursos naturais, é essencial para minimizar os danos e promover um desenvolvimento equilibrado.
Não se pode admitir que as riquezas sejam exploradas exaustivamente por aqueles que são os maiores beneficiados e ao final deixarão apenas os buracos. Exemplos não faltam… notadamente em todo o estado de Minas Gerais, cujo nome já diz qual a origem das suas terras sempre ricas e raras.
E Poços de Caldas está nesse contexto, pois temos a Bauxita e, agora, as Terras Raras. E o que mais poderá vir para que a nossa região seja alvo de exploração sem que nada de concreto seja dado em troca.
Ah! Apenas para clarear: Viridis é uma palavra latina que tem como tradução verde, verdejante!!!
*Professor, poeta e jornalista