Hugo PONTES*
Há anos, desde que começamos a lecionar, sempre falamos sobre a atividade do professor e a remuneração a ele conferida pelas instituições de ensino.
Se levarmos em conta o acesso cidadão interessado em se formar no magistério, tal fato – no Brasil – só vem a acontecer a partir dos meados da década de 1960, quando foram Criadas as Faculdades de Filosofia Ciências e Letras em algumas cidades do interior do Brasil. Até então, quem quisesse alçar o ensino superior tinha que se deslocar para as capitais dos estados.
O tempo passou e inúmeros foram aqueles que fizeram vestibular e foram cursar as FAFI’s. Com isso o ensino nas escolas ganhou em qualidade, pois havia professores com formação em nível superior.
Entretanto, isso colocado, da parte dos empregadores, seja os estados, municípios e escolas particulares os salários mantiveram-se irrisórios. Professor ganhava mal. Se quisesse uma renda melhor tinha que dar aulas de manhã, à tarde e à noite e em diferentes escolas.
E o tempo passou. As reivindicações dos mestres por um salário melhor nunca foram atendidas. O resultado disso foi o fim da busca pela formação e educadores para preencher o vazio nas salas de aula.
E por que isso? Pelo total desprestígio a que a profissão foi relegada.
Nem mesmo o piso nacional, que está na lei, é respeitado. E olha que esse piso não é lá aquelas coisas…
Hoje encontramos poucos jovens dispostos a fazer vestibular para a área da educação. E sem professores preparados e valorizados, perguntamos: para onde caminha o Brasil do futuro?
E isso sabendo que sem uma boa formação não teremos profissionais para as diversas áreas do conhecimento como a ciência e a cultura. Educação é um processo de ensino-aprendizagem objetivando o desenvolvimento, habilidades, competências e cultura do ser humano. É direito de todos e tem como objetivo a nossa própria caminhada pelo mundo.
*Professor, poeta e jornalista