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Pix e os golpistas

Data da Publicação:

25/11/2025

A modernização constante do sistema financeiro brasileiro é uma das marcas da última década, e o Pix, desde sua criação, tornou-se um dos maiores símbolos dessa transformação: rápido, gratuito, acessível e praticamente universal. Mas tamanha capilaridade também trouxe desafios — entre eles, o aumento dos golpes e transferências indevidas que exploram justamente a agilidade da ferramenta.
Agora, com a entrada em vigor da nova regra do Banco Central para o Mecanismo Especial de Devolução (MED), o país avança mais um passo no equilíbrio entre inovação e segurança.
O MED, criado para permitir a devolução de valores transferidos de forma indevida, passa a operar com uma capacidade ampliada: será possível rastrear os recursos mesmo quando eles forem pulverizados entre diversas contas, prática comum entre golpistas para esconder a origem do dinheiro. A grande mudança, portanto, é permitir que a devolução seja feita a partir de outras contas envolvidas na cadeia de transferências — e não apenas daquela utilizada diretamente na fraude. Trata-se de um reforço fundamental para impedir que criminosos se aproveitem de brechas de rastreabilidade.
Por enquanto, a adesão ao sistema é opcional para bancos e instituições de pagamento. Com isso, as instituições terão de operar com protocolos mais rígidos, ampliando a cooperação entre elas e com o próprio Banco Central.
Outro ponto-chave é o prazo de até 11 dias para conclusão da devolução após a contestação. Isso reduz a sensação de impotência que muitas vítimas relatavam, quando, mesmo detectando rapidamente o golpe, não conseguiam reaver os valores devido à complexidade da investigação.
O Brasil, já é referência mundial em pagamentos instantâneos, mas inda há desafios — a educação digital continua essencial, assim como punições eficazes para redes criminosas, mas a nova etapa do MED fecha o cerco sobre os golpistas e devolve à população uma dose maior de confiança.
O Pix seguirá rápido. Só não será mais rápido que a resposta às fraudes.

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