20:34 - Sábado, 19 de Setembro de 2026

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LITERATURA

Data da Publicação:

13/02/2026

Sérgio de Castro Pinto. Breves Dias Sem Freio – poemas escolhidos (1967-2024), Editora Patuá, São Paulo, SP, 2025

 

Breves Dias Sem Freio é uma antologia poética organizada pelo próprio Sérgio de Castro Pinto, renomado poeta paraibano com mais de cinco décadas de carreira. A obra foi publicada em 2025 pela Editora Patuá e apresenta uma seleção de poemas escolhidos pelo autor ao longo de sua trajetória – desde seu livro de estreia em 1967, Gestos Lúcidos, até produções mais recentes.
A coletânea é uma caminhada pela poesia de Castro Pinto que optou por poemas que representam, em sua visão estética, o que há de mais expressivo em sua produção. Segundo relatos sobre o processo de seleção, o autor buscou equilíbrio entre rigor crítico e sensibilidade poética, às vezes deixando de fora versos do coração para priorizar o valor artístico.
Os poemas reunidos revelam a intimidade da voz poética de Castro Pinto, marcada pela atenção ao cotidiano, às pequenas coisas e aos paradoxos da vida. Sua poesia é ao mesmo tempo lírica e reflexiva, transitando entre imagens delicadas e inquietações existenciais. Os poemas tratam de temas como o tempo, a memória, a passagem da vida, o olhar sobre o mundo e a própria arte literária.
Inúmeros estudiosos da obra apontam que a antologia permite ao leitor observar a evolução do autor sem perder a coerência interna, pois, apesar das diferentes fases e estilos, há unidade na voz e na estética. A poesia se apresenta como um convite à reflexão dispensando a pressa, demandando uma leitura atenta.
Além dos poemas conhecidos de diversos livros anteriores, a coletânea pode incluir textos inéditos — o que amplia ainda mais seu valor tanto para leitores já familiarizados com a obra de Castro Pinto quanto para novos públicos.
Breves Dias Sem Freio é mais do que uma antologia: é um mapa poético de uma vida dedicada à poesia. A obra representa a síntese de quase seis décadas de verso, revelando a voz madura de um poeta que sempre buscou observar o mundo que o cerca.
Finalizando, tomo as palavras de um comentário do poeta e doutor em Literatura Gilberto Mendonça Teles, que diz: “Estilisticamente forte e pessoal … um dos poucos, dos raros hoje, poetas que leio e me devolve a esperança na poesia.”

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