LUIZ MARQUES DE FREITAS OLIVEIRA
É triste e assustador ver a devastação da Avenida João Pinheiro no sentido Centro–Bairro. Foram-se as árvores, a sombra e ficou a marca do grande erro de engenharia: o monotrilho, hoje transformado em um “monumento” que durará para sempre.
O mais grave é que a maioria das árvores que causava problemas nas calçadas já havia sido retirada no ano passado. Agora, a justificativa seria a segurança? Devemos tremer ao imaginar que a outra pista, no sentido Centro, também será devastada. Aí, sim, será pior: menos sombra, menos condições de caminhar e mais problemas ambientais.
Dizer que as árvores cortadas serão substituídas não corresponde à realidade. As espécies escolhidas levarão de 15 a 20 anos para se transformarem em árvores frondosas. Enquanto isso, o verde desaparece, o ar piora e nada se faz. A população sofrerá — e, ao que parece, sem reclamar.
E as madeiras nobres? Teriam sido descartadas em aterro como lixo?
Falando em segurança, é inaceitável que esta importante via não disponha de faixas de rolamento, aumentando o risco de acidentes, especialmente com a pista molhada. Some-se a isso as laterais sem escoamento adequado, que se transformam em poças, jogando água suja em pedestres e veículos estacionados nas calçadas.
Sobra muito pouco. E Poços não merece. Resta apenas aguardar.