Os números mais recentes da balança comercial de Minas Gerais confirmam uma tendência que vem se consolidando nos últimos anos: o estado segue como um dos principais motores das exportações brasileiras. Em março de 2026, Minas respondeu por 11,1% das vendas externas do país, com US$ 3,5 bilhões exportados, ocupando a terceira posição no ranking nacional. No acumulado do primeiro trimestre, o volume chega a expressivos US$ 10,2 bilhões — resultado que reforça a relevância da economia mineira no cenário internacional.
Mais do que o volume, chama atenção a consistência dos resultados. Com importações de US$ 4,5 bilhões entre janeiro e março, Minas registra um superávit de US$ 5,7 bilhões, demonstrando equilíbrio e competitividade. O fluxo comercial total, de US$ 14,7 bilhões, supera em 0,5% o desempenho do mesmo período do ano passado, mesmo diante de um cenário global marcado por incertezas e rearranjos geopolíticos.
O protagonismo do ouro nas exportações, com crescimento de 85,3% no trimestre, evidencia a força do setor mineral, historicamente estratégico para Minas Gerais. Ao lado dele, produtos como café, minério de ferro, soja e ferro-ligas continuam sustentando a pauta exportadora. Mas há um sinal importante de transformação: o avanço expressivo de segmentos como o de veículos aéreos indica que o estado também começa a ganhar espaço em cadeias produtivas de maior valor agregado.
Internamente, o desempenho também se espalha pelo território. Municípios como Varginha, Nova Lima, Paracatu, Araxá e Betim lideram as exportações, mostrando que o desenvolvimento não se concentra em uma única região, mas se distribui por diferentes polos produtivos.
Minas Gerais demonstra, com números e resultados, que tem vocação global. O próximo passo é garantir que essa inserção internacional continue evoluindo — não apenas em volume, mas em qualidade, sustentabilidade e competitividade de longo prazo.